AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANTIBACTERIANO E ANTIBIOFILME DE NANOCOMPÓSITOS EM SUPORTES SINTÉTICOS E BIOLÓGICOS
Infecções bacterianas, Nanopartículas, Síntese verde, Polímero condutor, Dispositivos médicos.
Esta tese disserta sobre o desenvolvimento e a avaliação de materiais antimicrobianos e antibiofilme, com foco em suas aplicações biomédica. O primeiro estudo analisou a ação antibiofilme de polipirrol (PPy), nanopartículas de prata (AgNPs) e o compósito PPy/AgNPs, com o objetivo de simular infecções do trato urinário associadas a cateter. Os resultados demonstraram que tanto o PPy quanto as AgNPs foram eficazes na prevenção da formação de biofilmes, sendo as AgNPs o agente mais eficaz, especialmente em biofilmes de espécies únicas e mistas. A caracterização espectroscópica confirmou as interações entre os componentes e suas características estruturais. A baixa citotoxicidade dos compósitos, com viabilidade celular superior a 70%, indicou bom potencial para o desenvolvimento de novas formulações, embora sejam necessárias investigações adicionais sobre biocompatibilidade e ecotoxicidade, além da inclusão de outras cepas bacterianas e da elucidação dos mecanismos de ação dos nanocompósitos. A segunda pesquisa teve como foco investigar o potencial antibacteriano e antibiofilme de biocurativos à base de pele de tilápia funcionalizados com nanopartículas de prata biossintetizadas a partir do extrato aquoso de Mimosa tenuiflora. A avaliação fitoquímica confirmou a presença de compostos fenólicos no extrato, e o planejamento fatorial identificou os parâmetros ótimos para a biossíntese das nanopartículas. As análises físico-químicas confirmaram a obtenção bem-sucedida das AgNPs e MtAg-NPs. Enquanto o extrato aquoso mostrou eficácia limitada contra as cepas estudadas, as AgNPs e o compósito MtAg-NPs se destacaram pela forte atividade antibacteriana e antibiofilme, com valores reduzidos de CIM, CBM, BPC e MBEC. A análise de toxicidade aguda revelou que as AgNPs apresentaram toxicidade intermediária, enquanto as MtAg-NPs apresentaram menor toxicidade, sugerindo que a biossíntese
com M. tenuiflora contribui para reduzir os efeitos tóxicos. O estudo destaca o potencial dos biocurativos funcionais para o combate a infecções bacterianas e biofilmes, com ênfase em sua aplicação em biomedicina sustentável, embora haja necessidade de estudos adicionais.