O IMPACTO DA PANDEMIA DO NOVO CORONAVÍRUS NA GERAÇÃO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE EM HOSPITAIS PÚBLICOS DE GRANDE PORTE DA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE
Gestão de resíduos sólidos; Grande gerador; Covid-19
A pandemia do novo coronavírus teve um impacto expressivo na geração de resíduos de
serviços de saúde nos hospitais públicos de grande porte da Região Metropolitana do Recife.
Com o aumento vertiginoso de casos de COVID-19, houve uma correspondente elevação na
produção de resíduos biológicos, incluindo itens descartáveis como máscaras, luvas, aventais e
outros equipamentos de proteção individual. A pesquisa está estruturada em duas etapas: a
primeira envolve a análise da produção científica relacionada ao tema, enquanto a segunda foca
na análise da geração de RSS em cinco hospitais públicos da RMR. A primeira parte do estudo
mapeou a produção científica sobre a geração de resíduos de serviços de saúde, sendo utilizada
para tanto o método prisma para a realização de uma análise bibliométrica. Foi possível
observar que houve um aumento significativo na quantidade de publicações ao longo do tempo,
em especial durante o período da pandemia da Covid-19. As principais temáticas abordadas
pelos artigos selecionados são a gestão dos resíduos de serviços de saúde e a análise da geração
deles. Além disso, a pesquisa avaliou as quantidades de resíduos de serviços de saúde gerados
pelos hospitais públicos selecionados. Para a metodologia, foi utilizado um método quantitativo
com base em pesquisa documental. Os dados referentes de 2019 foram analisados para
estabelecer uma média anual de geração de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) pelas
unidades estudadas. Em seguida, os dados de 2020 e 2021 foram examinados devido aos
registros mais elevados de casos de Covid-19 nesses anos. Entre os principais resultados
observados, destacamos que o Hospital Miguel Arraes gerou o maior volume de resíduos,
totalizando 1.012.574,15 kg. O Hospital Pelópidas Silveira gerou o menor volume de resíduos,
com 600.793,63 kg. Antes da pandemia, de janeiro de 2019 a fevereiro de 2020, a geração de
resíduos era relativamente estável. Durante a pandemia, de março de 2020 a maio de 2023,
houve um aumento significativo na geração de resíduos em todos os hospitais, provavelmente
devido ao maior uso de materiais descartáveis, EPIs e medidas de higiene reforçadas. Após a
pandemia, de junho de 2023 a outubro de 2023, houve uma redução notável na geração de
resíduos, mas os níveis não voltaram aos padrões pré-pandêmicos, indicando algumas
mudanças permanentes nas operações hospitalares ou práticas de gestão de resíduos. A análise
mensal da geração de resíduos durante a pandemia mostrou flutuações com certos picos,
possivelmente correspondendo às ondas de COVID-19, lockdowns e outros períodos críticos.
Todos os hospitais exibiram tendências semelhantes de altos e baixos, refletindo influências
externas compartilhadas, como a gravidade da pandemia e medidas de saúde pública. Dessa
forma, como conclusão, a pandemia de COVID-19 teve um impacto significativo na geração
de resíduos hospitalares. O Hospital Miguel Arraes consistentemente produziu mais resíduos,
enquanto Pelópidas Silveira produziu menos. A pandemia resultou em um aumento acentuado
nos resíduos médicos devido às necessárias medidas de saúde, seguido por um retorno parcial
à normalidade após a pandemia. Esses resultados destacam a importância de sistemas eficientes
de gestão de resíduos e práticas adaptativas em instalações de saúde para lidar de maneira eficaz
com circunstâncias variadas.