Banca de DEFESA: ISABELA PATRÍCIA DE ANDRADE FIGUEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ISABELA PATRÍCIA DE ANDRADE FIGUEIRA
DATA : 27/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: meet.google.com/kve-satg-ric
TÍTULO:

Variações espaço-temporais de ondas de calor no semiárido pernambucano, criação de cenários de impacto na agricultura e pecuária


PALAVRAS-CHAVES:

Segurança Alimentar; Reanalise; Sensoriamento Remoto; Anomalia Climática.


PÁGINAS: 108
RESUMO:

A intensificação das ondas de calor constitui um dos desafios mais críticos impostos pelas mudanças climáticas ao Semiárido brasileiro, uma região marcada por elevada vulnerabilidade socioambiental e dependência de sistemas de sequeiro. Esta dissertação investigou a dinâmica espaço-temporal dos eventos de calor extremo no Semiárido pernambucano, no período de 1994 a 2023, e avaliou seus impactos sobre a produtividade primária e a segurança agropecuária. A metodologia fundamentou-se na integração de séries temporais de sensoriamento remoto orbital (Landsat 5, 8 e 9) e reanálise climática (ERA5), processadas em nuvem via Google Earth Engine. As ondas de calor foram identificadas estatisticamente através de limiares relativos (percentil 90) com persistência mínima de três dias. Os resultados revelaram uma mudança estrutural no regime climático regional. Identificou-se um severo desacoplamento termodinâmico, onde a temperatura da superfície terrestre (LST) atinge picos superiores a 48°C, enquanto a temperatura do ar estabiliza-se em patamares inferiores (~40°C). A análise de tendência (Mann-Kendall) demonstrou que, ao contrário da atmosfera, que não apresentou aquecimento estatisticamente significativo na série histórica, a superfície exibe uma tendência de aquecimento robusta e acelerada (p < 0,01). Esse fenômeno indica que a degradação da cobertura vegetal transformou o solo em um emissor de calor sensível, impulsionando um processo de "aridificação térmica". No âmbito biofísico, a pesquisa definiu o "Efeito Tesoura", comprovando que o aquecimento do solo acima de 36,8°C atua como gatilho para o colapso do vigor vegetativo (EVI), penalizando a produtividade em cerca de 25%. A avaliação de risco agroclimático detectou uma "Armadilha Fenológica" crítica para o cultivo do feijão (Phaseolus vulgaris), classificando 67,9% do território como termicamente inviável (>33°C) durante eventos extremos. Para a pecuária leiteira, a predominância de áreas com risco alto (>32°C) em quase 80% do estado impõe barreiras físicas à produção. Conclui-se que o monitoramento climático tradicional subestima a severidade dos extremos no Semiárido e que a segurança térmica do solo deve ser incorporada como prioridade nas estratégias de adaptação à seca.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.186.984-** - ALDO TORRES SALES - UFPE
Externo à Instituição - ALEXANDRE HUGO CEZAR BARROS
Externo ao Programa - 1147000 - JOSE RALIUSON INACIO SILVA - null
Notícia cadastrada em: 16/02/2026 14:23
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