Uso de reator biológico de membranas em sequência ao tratamento convencional de esgoto sanitário e sua influência na qualidade do efluente final
sustentabilidade hídrica, tratamento terciário, reuso de água.
A crescente escassez hídrica e a pressão por soluções sustentáveis impulsionam a adoção de tecnologias avançadas para o tratamento de efluentes. O presente estudo avaliou a eficiência do Reator Biológico de Membranas (MBR) em escala real, como etapa complementar ao tratamento convencional de esgoto sanitário, em uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) instalada em um hotel localizado em Porto de Galinhas (PE). A crescente escassez hídrica e a pressão por soluções sustentáveis impulsionam a adoção de tecnologias avançadas para o tratamento de efluentes. O presente estudo avaliou a eficiência do Reator Biológico de Membranas (MBR) em escala real, como etapa complementar ao tratamento convencional de esgoto sanitário, em uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) instalada em um hotel localizado em Porto de Galinhas (PE). Inicialmente, efetuou-se levantamentos bibliométrico e cienciométrico com recorte temporal de 10 anos. Após etapas de refinamento, restaram 50 documentos elegíveis à pesquisa. A análise e o mapeamento das publicações foram conduzidos com o apoio dos softwares VOSviewer e Excel, permitindo identificar tendências, autores instituições e países com maior relevância científica sobre o tema proposto, com a China liderando em número de documentos publicados, seguida pelos Estados Unidos, Espanha e Coréia do Sul, ressaltando a participação de países asiáticos e europeus na evolução das discussões a respeito do uso da tecnologia reatores biológicos de membranas no tratamento de efluentes sanitários. Dando início ao estudo, foram coletadas 250 amostras em diferentes pontos do sistema, durante o período de maio a outubro de 2024. Na sequência as amostras foram submetidas a análise laboratorial dos seguintes parâmetros físico-químicos: turbidez, alcalinidade total, condutividade elétrica, temperatura, OD, DQO, DBO, fósforo total, nitrogênio total, sólidos sedimentáveis e TDS. Os dados obtidos foram tratados por meio de estatística descritiva, correlação de Spearman e Análise de Componentes Principais (PCA), utilizando o software PAST. Os resultados indicaram que a adoção do MBR promoveu melhorias significativas na qualidade do efluente tratado, destacando-se a remoção de 62,7% da DQO e 94,1% da DBO, além de reduções expressivas de SSed e turbidez, tais resultados permitem o cumprimento dos padrões legais de lançamento em corpo hídrico e viabilizam o reuso não potável do efluente. Constatou-se também, a estabilização dos parâmetros ao longo do tempo, evidenciando a contribuição do MBR para a remoção da carga orgânica. Concluiu-se que a integração do MBR ao tratamento convencional é uma estratégia eficaz e tecnicamente viável para o aprimoramento de ETEs, especialmente em áreas e setores com elevada demanda hídrica, contribuindo para a conservação dos recursos hídricos, a proteção ambiental e o atendimento às diretrizes legais e sustentáveis.