MINERAÇÃO URBANA NO POLO INDUSTRIAL TÊXTIL DO AGRESTE PERNAMBUCANO: POTENCIALIDADE TÉCNICA E ECONÔMICA DE MÉTODOS DE REAPROVEITAMENTO COM SEGURANÇA SANITÁRIA E AMBIENTAL DO LODO ADVINDO DO LEITO DE SECAGEM DE EFLUENTES
Arranjo Produtivo Local; Estação de Tratamento de Efluentes; Gestão de Resíduos Sólidos; Lavanderia Têxtil; Lodo Têxtil.
Ao decorrer das revoluções industriais o padrão de consumo populacional aumentou, impulsionando o desenvolvimento das indústrias. Dentre as indústrias que foram rapidamente afetadas pelas revoluções, destaca-se a indústria têxtil, uma vez que a mesma foi a primeira a utilizar a máquina a vapor. Atualmente a indústria têxtil configura-se como um dos principais setores da economia mundial, necessitando de grandes quantidades de recursos para atender sua demanda e, consequentemente, gerando um volume significativo de resíduos. Devido a isto, há uma crescente preocupação acerca deste setor, pois se os resíduos não apresentarem tratamento e destinação final adequada podem acarretar impactos negativos ao meio ambiente. Estes impactos significam alterações físicas e/ou químicas e/ou biológicas do meio, que afetam a qualidade de vida do mesmo. Diante do exposto, o presente trabalho objetiva analisar a potencialidade da mineração urbana no polo industrial têxtil do Agreste pernambucano, visto que a mineração urbana é um processo promissor ao auxiliar na reciclagem de resíduos e, portanto, contribui para uma economia circular e um desenvolvimento mais sustentável. Para atingir tal objetivo, a presente pesquisa realizará: a) uma análise do estado da arte do tema proposto, buscando maior compreensão sobre este; b) um estudo acerca do Arranjo Produtivo Local do Agreste de Pernambuco, para entender seu ciclo produtivo e a relação deste com o meio ecológico; c) a caracterização do lodo têxtil, através de análises físico-químicas em amostras de lodo coletadas no leito de secagem da estação de tratamento das lavanderias pertencentes à área de estudo. Deste modo, espera-se que a presente pesquisa possa contribuir com os municípios pertencentes ao polo industrial pernambucano, para que o mesmo seja capaz de se prosperar não apenas socioeconomicamente, mas também ambientalmente, atendendo ao conceito de desenvolvimento sustentável.