Banca de DEFESA: SHARA SONALLY OLIVEIRA DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SHARA SONALLY OLIVEIRA DE SOUSA
DATA : 12/12/2022
HORA: 14:30
LOCAL: https://meet.google.com/rcb-rzfv-jgy
TÍTULO:

AVALIAÇÃO ECOTOXICOLÓGICA DO LODO DA ESTAÇAO DE TRATAMENTO DE ÁGUA.


PALAVRAS-CHAVES:

Resíduo sólido; alumínio, toxicidade, bioindicadores.


PÁGINAS: 95
RESUMO:

A disposição do lodo com alta concentração de alumínio no ambiente tem como consequência a
contaminação do meio e da biota ali presente. Uma importante questão ambiental que vem sendo
pesquisada atualmente é a disposição dos resíduos da ETA. No âmbito das políticas internacionais
têm-se a Agenda 21 Global; Os ODM que abrangeram ações específicas com prazo para o alcance
em 2015; Foi estabelecida uma nova agenda de desenvolvimento sustentável, os ODS.
Considerando o panorama nacional, têm-se a questão ambiental mencionada na Constituição
Federal; A Lei n°6.938, que institui à Política Nacional do Meio Ambiente Este projeto visa avaliar
o efeito do alumínio no ecossistema terrestre através do teste de bioindicadores de germinação
usando diferentes espécies de vegetais como as sementes de tomate, alface, cebolinha, repolho,
pepino e rúcula e o teste Fuga com minhocas E. andrea e no ecossistema aquático por meio de
organismos como microcrustáceo Daphnia similis. As sementes foram expostas a diferentes
concentrações do alumínio presente no lodo e foram avaliadas quando aos parâmetros de
germinação e inibição do crescimento. Para avaliação da toxicidade de solos contaminados com
alumínio foi analisado o comportamento de Fuga de minhocas. O princípio do método consiste na
exposição dos organismos a amostras brutas e à água de cultivo para realização do controle. O
ensaio com a Daphnia similis foi baseado nas normas NBR 12713. Todas as sementes quando
expostas ao sulfato de alumínio apresentam total inibição de germinação. A maior CL50 foi da
semente de alface com 77,82%. Já a semente com menor CL50 foi a cebolinha, com 2,95 %. As
concentrações 50%, 75% e 100% demonstraram taxas de evitamento de 80% cada, indicando
função de habitat limitado. Foi observado que a (CE-50) da espécie I Dapnhia é 80,45%, em um
intervalo de confiança de 79,95 a 80,94%. Já a mortalidade da espécie à exposição do elutriato, não
se observou mortalidade de 100% dos organismos teste em nenhuma das concentrações utilizadas
no ensaio definitivo. Portanto, tratando-se de ecossistema terrestre ainda, o lodo da ETA
apresentou-se como um efluente tóxico aos organismos vivos presentes no solo. A espécie Dapnhia
similis utilizada como referência para ecossistemas aquáticos, apresentou toxicidade em altas
concentrações de alumínio, ocasionando efeitos adversos. O risco estaria na disposição do lodo em
fauna aquática em concentrações acima de 80%. Este estudo demonstrou que os bioindicadores
utilizados são adequados para os testes ecotoxicológicos em lodo de estação de tratamento de água,
uma vez que todos apresentaram o lodo como tóxico ao meio aquático e terrestre. Uma das espécies
mais utilizadas como referência de ambiente aquático é o peixe-paulistinha (Danio rerio). Desta
forma, sugere-se a utilização deste para avaliação da toxicidade do lodo da ETA em ambiente
aquático.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ELISANGELA MARIA DA SILVA
Presidente - ROSANGELA GOMES TAVARES
Interno - VALMIR CRISTIANO MARQUES DE ARRUDA
Notícia cadastrada em: 30/11/2022 05:55
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