Transporte e interação do Imazapic em um Argissolo Amarelo sob adição de biocarvão.
Herbicida; Mobilidade; Degradação ambiental.
A expansão do setor agroindustrial canavieiro tem intensificado o uso de agrotóxicos com o intuito de inibir a ação de pragas, doenças e plantas daninhas em espécies agrícolas. Diante deste cenário, o uso do herbicida Imazapic na cultura de cana-de-açúcar para o controle da Tiririca (Cyperus rotundus L.) tem provocado impactos ambientais devido a solubilidade em água e tempo de meia-vida altos, potencializando assim a sua lixiviação. Como efeito da interação e mobilidade dos contaminantes, tem-se a contaminação do solo, das águas superficiais e subterrâneas, além dos agravos atribuídos a saúde humana. O biocarvão é um material rico em carbono derivado da combustão incompleta de biomassa que vem recebendo cada vez mais a atenção como um material funcional promissor na remediação ambiental para estabilizar contaminantes do solo, como metais pesados e moléculas orgânicas. A adição de biocarvão ao solo pode facilmente potencializar o processo de retenção de herbicidas, contribuindo positivamente na redução do transporte de herbicidas para águas superficiais e subterrâneas. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o transporte e interação do Imazapic em um Argissolo Amarelo distrófico na camada ideal de ação da molécula, que para esse estudo foi de 0-20 cm, Imazapic em colunas de solo com a adição de biocarvão proveniente do bagaço de cana-de-açúcar obtido a temperatura de 500ºC (BC500). Em seguida, os parâmetros de interação e transporte foram estimados a partir de modelos matemáticos de Convecção-Dispersão (CDE) e Convecção-Dispersão à dois sítios de sorção (CDE-2S) utilizando o programa CXTFIT 2.0. Com isso, foi possível verificar que a adição de biocarvão ao solo foi capaz de reduzir o transporte do Imazapic para as camadas mais profundas do solo.