Tratamento de Efluentes Domésticos em Sistema Biológico de Membranas Nanocerâmicas para fins de Reúso Florestal
Tecnologias Ambientais; Reutilização do Esgoto; Ipê Roxo; Aroeira.
Uma vertente do saneamento básico é o esgotamento sanitário. Cerca de 54,1% dos esgotos são coletados e 49,1% são tratados no Brasil. Com isso, tecnologias ambientais devem ser implementadas para remover os contaminantes físico-químicos e biológicos para que retornem ao meio ambiente dentro dos padrões. Entre as tecnologias: Unidade de qualidade de água, tubulação em polietileno de alta densidade destinada a separar sólidos e óleos e reator Biogill, que possui fases aeróbias, anaeróbias e anóxicas associadas a uma eficiência de remoção de demanda bioquímica de oxigênio de 90% e nutrientes de 80%. Logo, uma estação de tratamento de efluentes domésticos foi construída no residencial localizado na cidade de Barra de São Miguel (AL) para tratá-los, com o intuito de avaliar sua eficiência de tratamento e viabilidade de reúso. O efluente tratado foi reutilizado por meio da microaspersão na produção de mudas de aroeira do sertão e ipê roxo, bem como foi realizado um comparativo morfofisiológico e estátistico das mudas em relação a produção com água potável. Entre os principais resultados alcançados: atendimento em sua totalidade a resolução CONAMA nº 430/11; atendimento às normas de reúso ABNT NBR 13.969/1999, PROSAB, COEMA nº 2/2017 e SES/SMA/SSRH nº 1/2017, exceto os parâmetro de turbidez e DBO, sendo necessário melhorias no tratamento terciário. Por fim, o efluente tratado apresentou melhores resultados para o desenvolvimento das mudas do que a água, sendo que pelo teste de tukey (p<0,05) não obteve-se diferenciação significativa entre os tratamentos.