Banca de DEFESA: MARIA CAMILA DOS SANTOS ROCHA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA CAMILA DOS SANTOS ROCHA
DATA : 22/07/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Fundaj Apipucos
TÍTULO:

POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL: RESIDÊNCIAS UNIVERSITÁRIAS DA UFRPE E INTERSECCIONALIDADE NA UAST - SERRA TALHADA - PE.

 

PALAVRAS-CHAVES:

Educação Superior; Assistência Estudantil; Residência Universitária; UFRPE; Serra Talhada; Subjetividades.


PÁGINAS: 137
RESUMO:

Historicamente, a Educação Superior no Brasil tem demonstrado um caráter elitista e só recentemente, nos governos Lula, foram criadas políticas afirmativas que ampliaram o acesso para setores excluídos dos bancos universitários. Diante desse contexto, a presente pesquisa tem como objetivo compreender como os(as) estudantes experienciam a vida universitária na UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco) no campus da UAST (Unidade Acadêmica de Serra Talhada), focando na questão da moradia universitária utilizada pelas(os) estudantes e da política de assistência estudantil. A pesquisa possui uma perspectiva interseccional e analisou os marcadores de gênero, classe social, raça e território. Para tanto, realizou-se uma pesquisa qualitativa, por meio de 23 questionários aplicados e 12 entrevistas semiestruturadas realizadas com estudantes da residência e com a ex-coordenadora do programa. A pesquisa revela que a residência é marcada por contradições: embora funcione como um lugar de acolhimento e condição para a permanência estudantil, também se percebe nelas uma série de limitações - estruturais, relacionais, culturais, territoriais, raciais, de gênero e sexualidade. A limitação que mais destacou-se diz respeito às desigualdades territoriais entre os campi Recife e Serra Talhada. As limitações identificadas na política de residência universitária implicam diretamente na fragilização do direito à permanência digna no ensino superior. Relatos indicam práticas pedagógicas excludentes por parte de docentes e servidores técnicos e omissão institucional diante dessas violências, o impacta na percepção do direito à residência universitária por parte da/do estudante. Ainda assim, a universidade é percebida como espaço de transformação. A escuta atenta das narrativas dos(as) residentes revelou soluções importantes que não apenas diagnosticam os problemas, mas apontam caminhos concretos para a transformação da política de moradia, como a necessidade de uma coordenação própria e mais participativa na residência e a necessidade do fortalecimento da política de moradia desde o ingresso da/do estudante na universidade.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ANA LÚCIA BORBA DE ARRUDA - UFPE
Presidente - ***.536.134-** - CIBELE MARIA LIMA RODRIGUES - FJN
Interna - DENISE MARIA BOTELHO
Notícia cadastrada em: 07/07/2025 15:32
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