As últimas décadas foram marcadas por avanços na produção de conhecimentos relacionados à educação ambiental, mas aparentemente na mesma proporção ou até de forma mais intensificada caminha o retrocesso. A educação ambiental está presente nos mais diversos segmentos da sociedade, ela pode ser vista nas discussões em casa sobre separar ou não o lixo úmido (orgânico) dos secos, numa aula sobre reutilização de resíduos sólidos, nas iniciativas do estado para que as escolas abordem a temática socioambiental, nas instituições privadas ou espaços de educação informal. A educação formal, não-formal e informal (a qual não é o foco dessa investigação), aparece na literatura científica como antagônicas, como se estivessem competindo por espaço na vida dos educandos e educadores, mas na nossa compreensão essas nuances da educação são complementarem entre si, pois a educação formal não dá conta de todas as demandas da contemporaneidade, assim como a educação não-formal e informal, sozinhas não dão conta das dimensões humanas e das relações que a humanidade estabelece entre si e com a natureza. Nessa pesquisa objetivamos analisar o diálogo existente entre a escola e a comunidade no que tange a educação ambiental crítica em praças públicas, considerando limites e potencialidades nas ações de adolescentes do ensino fundamental. Para isso, será feito um estudo a partir da escuta de docentes e adolescentes/discentes, que abordam a temática socioambiental em duas escolas públicas de Recife. Inicialmente será feito um estudo exploratório, a fim de saber quais escolas discutem e vivenciam ações sobre a temática EA em diálogo com a comunidade circunvizinha e posteriormente serão realizadas entrevistas e observações participantes a fim de coletar e construir os dados que serão analisados segundo a análise textual discursiva - ATD.