A Arte Contemporânea como território de imaginação e conhecimento na Primeira Infância: Um estudo através de narrativas de crianças de 3 a 4 anos numa escola em Recife/PE.
Arte Contemporânea; Experiências Estéticas; Imaginação; Infâncias; Educação Infantil.
Este estudo visa investigar como experiências estéticas mediadas pela Arte Contemporânea podem promover o desenvolvimento da imaginação e a construção de significados em crianças de 3 a 4 anos na Educação Infantil. Partindo da concepção da Arte como campo epistêmico e da infância como potência criadora, a pesquisa busca compreender como as crianças se expressam, imaginam e constroem conhecimento a partir de interações com obras, materiais e espaços estéticos. A proposta parte da escuta das narrativas infantis - gestos, silêncios, imagens e palavras - que emergem no cotidiano escolar e que revelam formas singulares de pensamento e de relação com o mundo. Metodologicamente, a pesquisa se ancora na abordagem qualitativa e na pesquisa narrativa (Clandinin e Connelly, 2011), utilizando como principais instrumentos as mini-histórias e a documentação pedagógica (Fochi, 2019). As análises serão conduzidas a partir de episódios significativos observados em uma turma de Infantil 3, em uma escola particular de Recife/PE. Como base para este estudo, irei dialogar com os conceitos de experiência (Larrosa, 2014), imaginação (Vygotsky, 2018; Girardello, 2022), estética (Frigério, 2007; Derdyk, 2025) e escuta (Malaguzzi, Rinaldi, 2024; Fochi, 2019), além de mobilizar autores que refletem sobre a presença da Arte Contemporânea na educação das infâncias (Cunha, 2022; Barbieri, 2021; Orofino e Fantin, 2022). Ao priorizar a voz das crianças e suas poéticas cotidianas, esta pesquisa pretende contribuir para o campo da Educação Infantil, propondo a Arte como território de invenção, investigação e pensamento, capaz de sustentar práticas educativas mais sensíveis, críticas e conectadas com os modos de ser e estar no mundo próprios da infância.