EDUCAÇÃO SOCIOEMOCIONAL: Interações e vivências em uma Escola de Tempo Integral.
Afetividade; Ensino médio integral; Educação socioemocional; Histórico-cultural; Perezhivanie.
Este projeto dialoga na temática da educação socioemocional, que tem ganhado destaque como uma abordagem pedagógica essencial para o desenvolvimento integral de crianças e jovens, em um cenário em que competências como empatia, autorregulação e resolução de conflitos se tornam indispensáveis para enfrentar os desafios contemporâneos. No Brasil, o modelo de escola em tempo integral surge como um espaço propício para fomentar essas competências, ao ampliar a jornada escolar e possibilitar interações significativas entre alunos, professores e comunidade. Entendemos que as interações sociais no ambiente escolar e o conceito de Perezhivanie, da escola de Vygotski, como vivências subjetivas e transformadoras, são centrais para o desenvolvimento das competências socioemocionais. As escolas em tempo integral podem proporcionar, mas nem todas proporcionam, um espaço privilegiado para a integração entre aspectos cognitivos e emocionais, promovendo um ambiente acolhedor que estimula a curiosidade, a resiliência e o fortalecimento das relações interpessoais. Importa destacar, ainda, a necessidade de práticas pedagógicas sensíveis ao contexto sociocultural da escola, alinhadas a programas como CASEL e LIV, com o professor desempenhando papel essencial na mediação de experiências emocionais. Nesse contexto, é fundamental investigar como as vivências cotidianas nesse ambiente contribuem para a formação socioemocional dos estudantes. Este estudo analisa a educação socioemocional no contexto de uma escola de tempo integral localizada em Jaboatão dos Guararapes-PE, na Região Metropolitana do Recife-PE. O objetivo principal é compreender como os processos interacionais e as vivências nesse ambiente escolar favorecem o desenvolvimento de competências socioemocionais, fundamentais tanto para o aprendizado acadêmico quanto para o bem-estar emocional. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, configurada como estudo de caso, com dados construídos por meio de análise de conteúdo, observações de cunho etnográfico no ambiente escolar e registros em diário de campo, além de cartas escritas pelos estudantes. Os resultados esperados incluem subsídios para formações continuadas de professores, a promoção de ambientes escolares mais acolhedores e inclusivos, e orientações para práticas pedagógicas que integrem o ensino de competências socioemocionais, impactando positivamente alunos, educadores e comunidades escolares.