Slam, performance poética: uma prática para o debate dos direitos humanos de jovens da periferia
Slam, violências, garantias de direitos, periferias
O presente trabalho tem como objetivo geral analisar como o Slam tem contribuido com/para o debate dos direitos humanos e das violações desses direitos para jovens da periferia. Esta pesquisa trata do tema Slam, performance poética: uma prática para o debate de direitos humanos de jovens da periferia, e seu problema da pesquisa evidencia como jovens de periferia usam a performance poética Slam para debaterem seus direitos. Nesse sentido, o embasamento teórico se estrutura no estudo da performance de Paul Zumthor (2014), para se entender com mais profundidade a importância da performance e, dialogando com Zumthor, utilizou-se a Pedagogia da autonomia, de Freire (2004), por alertar dentre tantos ensinamentos, para o respeito da autonomia e da identidade. Junto a Zumthor (2014) e a Freire (2004), foram utilizados estudos de Jaques Rancière (2014), com o intuito de se compreender mais assertivamente as relações entre o mundo da arte, da performance e o comportamento do espectador. Além dos teóricos citados, utilizamos estudos de D’Alva (2011), de Stella (2015) e de Neves (2017), com o objetivo de se (re)conhecer o contexto de produção do Slam. Na sequência, fez-se necessária também o uso da Teoria do desenvolvimento de Bronfenbrenner(1996), dada as influências da escrita, muitas delas, originárias das relações (inter)pessoais, ambientais e culturais de seus produtores. Já a natureza metodológica, seguiu a abordagem qualitativa, com base em Minayo (1994), à qual associamos com a análise documental. Quanto aos objetivos específicos, optamos por analisar a relação entre as experiências de vida de jovens de periferia e a produção/performance do Slam, e como o Slam enquanto produto discursivo retrata as violações de seus direitos.