O presente texto é fruto de uma pesquisa de mestrado, desenvolvida na linha de pesquisa 2 sobre desenvolvimento e processos educativos e culturais da infância e da juventude do programa de Pós-Graduação em Educação, Culturas e Identidades. Da Universidade Federal Rural de Pernambuco e Fundação Joaquim Nabuco. Este estudo buscou analisar as relações entre as crianças e as tecnologias digitais de informação e comunicação na rotina de um grupo infantil da creche. Partimos do pressuposto de que as crianças da atualidade estão imersas numa cultura digital, vivendo uma infância contemporânea, marcada por diferentes formas de ver e ser criança, diferentemente dos tempos passados e essa infância é marcada também pelos avanços tecnológicos atuais. Dessa forma, as crianças que chegam as creches já possuem familiaridade com as tecnologias digitais de informação e comunicação e sobre esses equipamentos demostram conhecimento e curiosidade. Na rotina pedagógica da educação infantil, tais tecnologias se fazem presente, mas o seu uso divide opiniões e nesse contexto o uso das TDCIS é mediado por professores e educadores. Nesse sentido, este estudo baseou-se nos estudos de Ariès (1981) e Sarmento (2004) com um modesto percurso histórico do descobrimento do sentimento de infância com Ariès, e o processo de institucionalização da infância no mundo e no Brasil com Sarmento (2005) e De Oliveira (2014). Algumas características da infância contemporânea são apresentadas com Couto (2013) e Lévy, (2010). Sobre as tecnologias e seus avanços, e tecnologia na educação, tivemos como base os estudos de Kenski (2012), Lucena (2016) e Lévy (2010). Definida como uma pesquisa qualitativa de cunho etnográfico, teve como método a observação participante na rotina de um grupo infantil, o que resultou na construção de um diário de campo com 42 dias de registro. A análise dos dados se deu pela análise do conteúdo via análise temática, proposta por Bardin (2011). Como resultado, compreendemos que as TDCIS fazem parte da rotina pedagógica da creche e o uso pelas crianças é mediado pelo professor ou educador. As crianças, por sua vez, revelaram através da brincadeira, características da cibercultura.