O abuso sexual intrafamilair na infância e adolescência é um problema grave e com consequências negativas impactantes para saúde mental, sendo relevante ações ficazes de enfrentamento por parte de todo o Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes. Nesse sentido, considerando a escola como um local privilegiado de convivência de crianças e adolescentes e como um dos componentes do SGDCA, é importante refletir a atuação dela no enfrentamento a este tipo de violência. A presente pesquisa se propõe a compreender as percepções de adolescentes estudantes a respeito da escola e das possibilidades de atuação dela no enfrentamento às violências sexuais, mais especificamente ao abuso intrafamiliar, tanto no que tange ao trabalho preventivo, quanto nas providências adotadas diante da identificação ou suspeita de casos. Objetivando a participação dos estudantes, o locus da pesquisa será um escola pública municipal e os sujeitos da pesquisa serão adolescentes meninas, com idade de 12 a 15 anos de idade. A metodologia da pesquisa utilizará a abordagem qualitativa, a qual possibilita uma aproximação das singularidades das percepções dos sujeitos envolvidos, e o método das narrativas. As técnicas de coleta de dados utilizadas serão roda de diálogos, entrevistas semiestruturadas, e coleta de narrativas escritas pelas próprias adolescentes (diários).