O objetivo geral deste estudo foi compreender os sentidos produzidos por uma criança e três educadoras da Educação Infantil sobre o contexto pandêmico. A pesquisa se dedicou a analisar três momentos do referido contexto: isolamento social, fechamento das escolas e retorno das atividades escolares. Para atingir esse propósito, foram estabelecidos os seguintes objetivos específicos: identificar e analisar, por meio de registros imagético-discursivos, os sentidos produzidos por crianças da Educação Infantil em relação à pandemia, o período de isolamento social e o fechamento das escolas; identificar e analisar, por meio de registros imagético-discursivos, os sentidos produzidos pela criança matriculada na Educação infantil sobre a reabertura das escolas e o retorno das atividades escolares e identificar e analisar, por meio de registros imagético-discursivos, os sentidos produzidos pelas educadoras sobre as vivências e atividades pedagógicas realizadas no período de fechamento das escolas, como também, aquelas vivências e atividades propostas quando do retorno às atividades presenciais. A estratégia metodológica adotada para a coleta de dados consistiu na elaboração de um jogo de pesquisa fundamentado no uso de sondas culturais, reflexões sobre o lúdico, os jogos e seus usos. Como principal contribuição deste trabalho destaca-se a possibilidade de fornecer uma análise dos sentidos produzidos pelos participantes da pesquisadurante a pandemia, considerando os diferentes momentos enfrentados. Para analisar os dados da pesquisa, utilizamos a estratégia de Análise Textual Discursiva. No que diz respeito à criança, destacam-se a importância dos espaços abertos, como parquinhos, e a presença da natureza em suas produções. As experiências escolares foram marcadas por explorações e laços afetivos familiares. Quanto à reabertura escolar, foi sinalizado a mudança de hábitos como o tempo de brincar com o irmão. No contexto dos educadores, o estudo revelou os desafios enfrentados durante o fechamento das escolas, incluindo a transição para o ensino remoto e a necessidade de lidar com tecnologias. Sobrecarga pessoal e profissional, impactos emocionais e dificuldades com a adaptação ao uso de máscaras também foram evidenciados. A parceria entre escola e família, busca por desenvolvimento pessoal e vínculo afetivo com os alunos foram pontos positivos destacados. O retorno às atividades presenciais trouxe desafios como a adaptação dos ambientes para distanciamento e higienização, além de preocupações com contágio. Por outro lado, houve uma ressignificação dos espaços abertos e reconhecimento do desenvolvimento mais rápido e efetivo da proximidade entre educadores e alunos. Esses resultados proporcionam uma compreensão mais ampla das experiências vividas pelos participantes da pesquisa, contribuindo para repensar práticas educacionais na Educação Infantil diante de desafios futuros.