Este trabalho visa realizar um estudo sobre as adolescências, especificamente adolescentes, que, por variadas circunstancias, se envolveram em atos infracionais e estão vivenciando a medida socioeducativa de internação. Tem como principal objetivo compreender processos de adoecimento socioemocional envolvidos neste contexto. Para tanto, o percurso metodológico se pautou em uma abordagem qualitativa, utilizando o estudo de caso como método, e teve como técnicas a observação exploratória, entrevista semiestruturada e análise de prontuário. Alguns dos instrumentos utilizados foram diários de campo e gravador. A pesquisa foi realizada em um Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) e teve como interlocutores, um adolescente, uma profissional da equipe técnica, uma profissional da coordenação e um agente socioeducativo. Quanto às etapas, ocorreram da seguinte forma: construção de dados teóricos e planejamento das ferramentas metodológicas; inserção no campo da pesquisa, utilização das ferramentas metodológicas e análise dos dados. Esta última ocorreu utilizando a análise interpretativa como base. Desta forma, foram construídos dados empíricos alinhados com o objetivo da pesquisadora. Alguns teóricos, tais como Damásio (2012), Calligaris (2000), Volpi (1997), Nicolescu (2005), Yin (2016) e Rodrigues (2019) foram utilizados para fundamentar teoricamente esse trabalho. Os resultados encontrados sugerem que a forma de socialização estabelecida entre os adolescentes na unidade de internação onde a pesquisa ocorreu se constitui como uma forma adoecida de sobrevivência.