Este estudo objetivou analisar as percepções de professoras e familiares sobre a qualidade dos espaços na Educação Infantil, em uma unidade do Proinfância na Rede Municipal do Recife. A perspectiva teórico-metodológica da pesquisa que será utilizada é a proposta por Stephen Ball e colaboradores, com o objetivo de investigar quais as relações que as professoras e familiares estabelecem entre o espaço e a criança; verificar de que forma a utilização do espaço encontra-se inserido na rotina institucional; compreender a funcionalidade do espaço enquanto promotor do desenvolvimento na Educação Infantil. Trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo que utilizará a análise documental, os instrumentos de produção de dados a serem utilizados serão Walkthrough e Grupo Focal, sendo dois próprios da Avaliação Pós-Ocupação (APO), uma metodologia investigativa que delineia as relações pessoa-ambiente, num processo interativo, após algum tempo de sua construção e ocupação, a partir da visão dos diferentes grupos de atores ou agentes envolvidos (Rheingantz et al, (2009). A análise dos registros será feita com o uso da técnica de análise de conteúdo, na perspectiva de Bardin (1977). Os dados investigados apontaram que as professoras estabelecem uma rotina diversificada com as crianças entre os espaços internos e os espaços externos da instituição educacional a partir das suas vivências nesses lugares. De forma geral, o espaço é definido pela possibilidade de interação, da mesma forma, encontra destaque na medida em que sua organização pode influir no ambiente pelas alternativas de interação oferecidas durante as práticas pedagógicas. As famílias, apontam uma visão positiva do espaço da instituição ao retratar sua extensão e aconchego, o reconhecem como território de cenários de construções sociais e de desenvolvimento para as crianças. Com a Coordenação no passeio/entrevista, os resultados indicam que as intervenções possibilitaram ressignificar os arranjos espaciais visando à qualidade das vivências cotidianas com as crianças. O estudo constatou que há desconforto entre o tempo para planejamento das docentes, bem como a necessidade de formações para os demais segmentos da Instituição, seguindo temáticas apropriadas e em unidade com a formação docente. Espera-se que os resultados do estudo contribuam para a reflexão e investimentos nas políticas da Educação Infantil, com espaços de qualidade e respeito às crianças.