Slam, performance poética: um debate dos direitos de adolescentes-jovem e jovens da periferia em uma escola pública do Recife
Slam, adolescentes-jovem, jovens, garantias de direitos, periferias, escola
O presente estudo tem como objetivo geral analisar como o Slam tem contribuido com/para o debate dos direitos humanos e das garantias desses direitos para adolescentes-jovem e de jovens. Este estudo trata do tema Slam, performance poética: um debate dos direitos de adolescentes-jovem e jovens da periferia em uma escola pública do Recife, e seu problema da pesquisa evidencia como adolescentes-jovem e jovens de periferia usam a performance poética Slam para debaterem seus direitos – também! – em um espaço escolar público na cidade do Recife. Nesse sentido, o embasamento teórico se estrutura na teoria performática de Paul Zumthor (2014), dialogando com a pedagogia do oprimido freiriana, uma vez que o estudo está interligado à educação. Junto a Zumthor (2014) e a Freire (1907), foram utilizados estudos de D’Alva (2011), Stella (2015) e Neves (2017), para se compreender as reflexões sobre o contexto de produção do Slam. Na sequência, fez-se necessária também a Teoria do desenvolvimento de Bronfenbrenner(1996), dada as influências da escrita, muitas delas, originárias das relações (inter)pessoais, ambientais e culturais de seus produtores. Já a natureza metodológica, seguiu a abordagem qualitativa, com base em Minayo (1994). Quanto aos objetivos específicos, optamos por analisar a relação entre as experiências de vida do adolescente-jovem e de jovens de periferia e a produção/performance do Slam, e como o Slam enquanto produto discursivo retrata as violações de seus direitos. Por último, procuramos identificar a importância da escola pública no processo de produção e realização do Slam, considerando a cultura adolescente-juvenil.