Este é um projeto de pesquisa que se desafia em um campo fértil de tensionamentos sociopolíticos, práticas educativo-culturais, manifestações artísticas, e de recorte de gênero. Através da perspectiva da proposição cosmopolítica, desenvolvida por Isabelle Stengers, este estudo toma como ponto de partida a leitura e análise crítica do livro “O cogumelo no fim do mundo: sobre a possibilidade de vida nas ruínas do capitalismo” de autoria de Anna Lowenhaupt Tsing, observando nesta obra literária possíveis conexões com o pensamento ecofeminista de Vandana Shiva, Lorena Cabnal e Adriana Guzmam. Neste campo, o estudo experimenta as permeabilidades criativas da metáfora do semear, para investigar o artivismo como possível elemento relacional, entre o ecofeminismo e a fruição de poéticas políticas. Abordando a possibilidade do colapso ambiental e a sobrevivência nas ruínas capitalismo. Além das leituras e análises textuais, o trabalho engaja-se no processo criativo de um artefato artivista, como prática de arquivamento dos dados do estudo e proposta de semeadura ecofeminista para “solos arruinados”.