Banca de DEFESA: JAMILA DE OLIVEIRA MARQUES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JAMILA DE OLIVEIRA MARQUES
DATA : 31/08/2022
HORA: 09:00
LOCAL: Fundaj
TÍTULO:
Ara Iranti: raízes ancestrais e epistemologias que acontecem na/o corpa/o negra/o
 

PALAVRAS-CHAVES:
Corpa/o negra/o, Ancestralidade, Cosmologia, Memória, Oralidades, corpo-dança educação.
 

PÁGINAS: 105
RESUMO:

O presente trabalho de perspectiva transdisciplinar, propõe encruzilhar diálogos entre oralidade, corpa/o, memória de famílias negras e dança como produtoras de conhecimentos, sentidos e significados civilizatórios de matriz negro-africanas na diáspora. Para culturas africanas, a/o corpa/o impulsiona movimento, sendo considerado altar, microcosmo, sagrado, um território a ser cuidado, oferendado e potencializado, pessoal e coletivamente. Acredita-se que a/o corpa/o negra/o transmigrada/o é um arquivo da memória. E, por meio corporeidade, como as danças negras, se torna espiraladamente transtemporal ao transmitir, (re)atualizar e (re)editar os saberes ancestrais para as gerações na afrodiáspora. Ara iranti [corpo memória em língua yorubá] é semente do Tempo[orixá]. Ela/e conta os movimentos ontológicos das populações negro-africanas através da suas grafias presentes na corpere-idade, ritualística doS gestos e performances da memória. A/o Corpa/o-dança afroancestral reescreve suas experiências cosmológicas, ecosociopolíticas, culturais e espirituais, carregando consigo o valor civilizatório de sua matriz africana inscritos em sua corporeidade, por isso entende-se que as danças negras, oralidades e memórias são epistemes que acontecem no tempo e na/o corpa/o negra/o. No contrafluxo do epistemicídio, confluiremos e aprenderemos com fontes bibliográficas cosmológicas, saberes ancestrais, afrocentricidade e afroperspectiva da África e da afrodiáspora do Brasil e EUA. O objetivo principal é investigar a ancestralidade e memórias de famílias negras da periferia da região metropolitana do Recife (RMR), a partir da oralidade e seus enraizamentos, na perspectiva de restaurar memórias genealógicas, territoriais e afetivas, e, preliminarmente exercitar uma metodologias em danças como instrumento de pedagogias pretas. A pesquisa de abordagem qualitativa, se dividiu em 3 etapas. Realizamos entrevistas semiestruturadas com famílias negras em 5 periferias, visitas, observação participante, fotografias, audiovisual(em construção). Foi realizada uma uma vivência em danças afro-brasileiras com base nas memórias familiares. Buscamos dialogar com a filosofia africana e afro-brasileira, aprendendo com as cosmopercepções a caminhar na pluriversalidade dos conhecimentos. A dissertação se dedica aos processos de educação, formulação e potencialização das identidades negras e suas escrevivências para restituição das subjetividades negras centradas em suas experiências culturais e ancestrais na afrodiáspora.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - SANDRA HAYDÉE PETIT - UFC
Interno - ***.230.558-** - MAURÍCIO ANTUNES TAVARES - FJN
Presidente - 1121311 - MOISES DE MELO SANTANA
Notícia cadastrada em: 29/08/2022 10:34
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