A presente dissertação busca cartografar táticas de produção artivistas como tramas na
criação de narrativas estéticas e políticas a partir do Sul Global, compreendendo, no seio
destas, a emergência de processos pedagógicos em permanente construção. De modo mais
específico, a pesquisa se debruça a mapear pistas sobre a emergência de premissas e
pressupostos sobre educação nas táticas desenvolvidas por três artistas latinas, sendo elas a
venezuelana Génova Alvarado e as brasileiras Juliana Xukuru e Rayellen Alves. A
metodologia utilizada investe em uma cartografia (Rolnik, 2011, Rolnik; Guattari, 2006,
Kastrup; Passos; Escóssia, 2009) com insights A/R/Tográficos (Dias; Irwin, 2023) para
acompanhar processos e tatear os sentidos coproduzidos em uma cartografia sensível,
convocando uma artesania da atenção e uma subjetivação ativa a partir das experiências
vivenciadas na relação da artista/pesquisadora/professora com os artivismos feministas
decoloniais do/no Sul Global. Quanto aos referenciais teóricos, a pesquisa se situa em uma
mirada feminista decolonial como os marcos epistemológicos, éticos, estéticos, corpóreos e
políticos (Lugones, 2020, Anzaldúa, 1987, Curiel, 2019, Gago, 2020, Lorde, 2019,
Kilomba, 2019), conversando com as possibilidades poéticas-políticas de construção de
estéticas feministas decoloniais (Bidaseca; Sierra, 2022). Para pensar as insurgências
pedagógicas dessas poéticas-políticas dos artivismos feministas, são tecidos vínculos com
as perspectivas contemporâneas sobre as pedagogias e estéticas decoloniais (Walsh, 2013,
Albán Achinte, 2013; 2017) Ao contextualizar esse cenário insurgente dos artivismos
feministas do/no Sul Global, a dissertação busca contribuir para a literatura especializada
sobre os artivismos no campo da Educação, dando visibilidade às suas potências artísticas,
políticas e pedagógicas, calcadas na experiência da coletividade e em táticas micropolíticas
de re-existência.