trajetórias; docentes negras da UFPE; identidades raciais; práticas pedagógicas; resistência.
A insegurança acadêmica, criada e nutrida em mulheres pretas e pobres, por um sistema desigual e segregador de portas e oportunidades, é algo que permeia nossa mente coletiva e acaba aniquilando e afogando conhecimentos e sonhos, mexendo com o nosso emocional e psicológico. Embora a academia, à quais milhares de pessoas aspiram ingressar, por vezes tente disseminar e até confundir, ainda que minimamente, a busca por ascensão intelectual, social, política, de classe e econômica, é indiscutível que nossa participação, qualificação, produção acadêmica e inserção no mercado de trabalho dentro desses espaços e movimentos ocorreram, ocorrem e continuarão a ocorrer. Nesse contexto, algumas mulheres negras têm rompido as barreiras impostas e conquistado espaços que historicamente lhes foram negados. Tendo isso em vista, este trabalho busca compreender as trajetórias de docentes negras da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e suas experiências, com foco nas identidades raciais, práticas pedagógicas e posturas profissionais diante de um ambiente majoritariamente branco, elitista e excludente. Considerando que todo trabalho acadêmico necessita de uma metodologia aplicada e desenvolvida de acordo com a natureza da investigação, este estudo, voltado para as trajetórias e identidades docentes de professoras negras da UFPE, utilizará uma metodologia mista, que combina dados quantitativos e qualitativos. A partir dessa abordagem, busca-se reconstruir e relatar eventos sociais por meio de dados, narrativas, oralidade e memórias. O contato com essas docentes, e, além disso, a análise de suas vivências tem como objetivo evidenciar suas experiências em face de espaços acadêmicos que historicamente se mostram excludentes e segregadores.