Banca de DEFESA: GABRIELA REIS XAVIER

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GABRIELA REIS XAVIER
DATA : 26/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório de Reprodução Animal – DMV/UFRPE
TÍTULO:

Isolamento microbiológico e perfil de resistência antimicrobiana em éguas com endometrite infecciosa no estado de Pernambuco


PALAVRAS-CHAVES:

Endometrite infecciosa, Resistência antimicrobiana, Conformação cervical;


PÁGINAS: 46
RESUMO:

A endometrite infecciosa é uma das principais causas de subfertilidade em éguas, estando associada à permanência de microrganismos no lúmen uterino, à resposta inflamatória inadequada e a fatores anatômicos que comprometem os mecanismos naturais de defesa uterina. Dentre esses fatores, a conformação da cérvix exerce papel fundamental no adequado escoamento uterino e na prevenção da ascensão e persistência bacteriana. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo realizar o isolamento e a identificação microbiológica de bactérias provenientes do útero de éguas com diagnóstico de endometrite infecciosa no estado de Pernambuco, avaliar o perfil de resistência antimicrobiana, a ocorrência de multirresistência, a capacidade de formação de biofilme e relacionar esses achados com a conformação cervical e a persistência bacteriana intrauterina. Amostras uterinas foram coletadas de éguas com citologia uterina positiva, submetidas ao isolamento bacteriano e à identificação por espectrometria de massas (MALDI-TOF). O perfil de sensibilidade antimicrobiana foi determinado pelo método de difusão em disco, enquanto a produção de biofilme foi avaliada por ensaio fenotípico. A conformação da cérvix foi classificada clinicamente, considerando sua relação com a capacidade de drenagem uterina. Foram obtidos 47 isolados bacterianos, com predominância de bactérias Gram-negativas. Escherichia coli foi a espécie mais frequente, correspondendo a 53,2% dos isolados, seguida por Citrobacter koseri (12,8%) e Proteus mirabilis (8,5%). Em relação à formação de biofilme, 51,1% dos isolados apresentaram algum grau de produção, sendo classificados como fraco (34,0%), moderado (10,6%) e forte (6,4%). Isolados multirresistentes, definidos como aqueles resistentes a três ou mais antimicrobianos, corresponderam a 25,5% do total avaliado. Observou-se maior ocorrência de persistência bacteriana em éguas com conformação cervical desfavorável, especialmente aquelas classificadas em classes associadas à menor eficiência de drenagem uterina. Os resultados evidenciam que a endometrite infecciosa em éguas é uma condição multifatorial, na qual a interação entre agentes bacterianos, resistência antimicrobiana, formação de biofilme e conformação da cérvix contribui para a manutenção da infecção. Esses achados reforçam a importância de uma abordagem diagnóstica integrada, associando avaliação clínica reprodutiva e exames laboratoriais, para a definição de estratégias terapêuticas mais eficazes na reprodução equina.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - GUSTAVO FERRER CARNEIRO
Externo à Instituição - ANDRE DE SOUZA SANTOS
Externo à Instituição - GILSON SANTOS BUONORA
Notícia cadastrada em: 05/02/2026 09:55
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