EFEITOS FISIOPATOLÓGICOS HEPÁTICOS DE RATOS ADOLESCENTES TREINADOS E SUBMETIDOS A SUPERDOSES DE DECANOATO DE NANDROLONA E SUSTANON
Esteroides; Metabolismo; Fígado; Inflamação
O decanoato de nandrolona e o Sustanon destacam-se entre os esteroides anabolizantes mais utilizados no meio fitness, sendo administrados em ciclos e de forma suprafisiológica para potencializar ganhos musculares, desencadeando danos decorrentes de vias de estresse oxidativo e inflamação. O fígado é um dos órgãos mais afetados, com danos estruturais e funcionais progressivos que podem evoluir para fibrose para danos que venham a comprometer a saúde geral. Assim, o objetivo da pesquisa foi avaliar os efeitos decorrentes da suplementação suprafisiológica e sinérgica de dois esteroides anabolizantes em ratos adolescentes com 40 dias de vida e treinados. Os animais foram divididos em 4 grupos, sendo: Ratos do controle treinados (RT); Tratados com dec. nandrolona (RTN); tratados com Sustanon (RTS) e tratados com dec. nandrolona + sustanon (RTNS). Foram analisados parâmetros Morfométricos, histológicos, histoquímicos (tricômico de Mallory), estresse oxidativo (TBARS, NDPH oxidase, GSH, SOD e catalase), citocinas inflamatórias (IL-1β, TNF-α), índices organossomático e marcadores bioquímicos para lesões hepáticas e metabólicos no fígado dos grupos experimentais. Os animais tratados com Sustanon apresentaram no tecido: congestão centro lobular, infiltrado leucocitário, desorganização dos cordões e dos sinusoides, deposição de colágeno, elevação nos níveis de citocinas (TNF-α e IL-6); e no soro: alterações bioquímicas (LDL, ALT, AST, LDL, HDL e colesterol) e nos marcadores de estresse oxidativo (TBARS, NDPH oxidase, GSH, SOD e catalase). Já o grupo Dec. nandrolona e o grupo que sofreu associação Sustanon + Dec. nandrolona, apresentaram achados semelhantes ao grupo Sustanon, diferenciando-se por meio dos níveis e por apresentarem esteatose multigoticular e balonamento hepatocelular, intensificado principalmente no grupo sinérgico. Dessa forma, a pesquisa tem como objetivo ampliar o conhecimento científico sobre os efeitos e riscos do uso não terapêutico de substâncias androgênicas, além de fornecer subsídios para a conscientização da população, a atuação dos profissionais de saúde e o desenvolvimento de medidas preventivas e políticas públicas voltadas à redução dos danos associados a esse consumo.