Banca de DEFESA: JHONATAS MATEUS DA SILVA ALVES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JHONATAS MATEUS DA SILVA ALVES
DATA : 23/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Microscopia - DMFA
TÍTULO:

AÇÃO DA MELATONINA SOBRE O FÍGADO DE RATAS SUBMETIDAS AO INSETICIDA BIFENTRINA


PALAVRAS-CHAVES:

Hepatotoxicidade; Piretroides; Antioxidantes; Imunohistoquímica; Bioquímica; Agrotóxicos


PÁGINAS: 103
RESUMO:

Os piretroides destacam-se como líderes no uso de agrotóxicos, amplamente aplicados na agricultura e em produtos inseticidas domésticos e saneantes. Entre esses compostos, a bifentrina tem ganhado crescente difusão e espaço no mercado, sendo associada a potenciais efeitos tóxicos em organismos não alvo, especialmente no fígado, principal órgão de biotransformação de xenobióticos. Frente aos riscos associados à exposição prolongada, estratégias antioxidantes têm se mostrado relevantes na mitigação desses danos. A melatonina, com reconhecida ação hepatoprotetora, surge como alternativa promissora. Nesse contexto, esta pesquisa teve como objetivo avaliar os efeitos tóxicos hepáticos da bifentrina e investigar o potencial efeito protetor da melatonina em modelo experimental com ratas. Foram utilizadas 30 ratas fêmeas da linhagem Wistar, com 60 dias de idade, distribuídas nos seguintes grupos experimentais: Controle; BIF3 mg/kg; BIF6 mg/kg; BIF3 mg/kg + MEL10 mg/kg e BIF6 mg/kg + MEL10 mg/kg. A bifentrina foi administrada por gavagem e a melatonina por via intraperitoneal, ambas por 25 dias consecutivos. Ao final, foram realizadas análises histopatológicas, histoquímicas, morfométricas, imunohistoquímicas e bioquímicas para marcadores de lesão hepática e avaliação do índice organossomático. A análise estatística dos dados revelou que a exposição à bifentrina promoveu alterações histopatológicas hepáticas, incluindo balonamento hepatocelular, congestão das veias centrolobulares, esteatose microgoticular, inflamação lobular, infiltrado leucocitário e desorganização dos cordões de hepatócitos em torno das veias centrolobulares, com maior severidade na dose de 6 mg/kg. A morfometria indicou aumento do parênquima lobular e redução do não lobular nos grupos expostos, efeito atenuado pela melatonina. A análise histoquímica revelou aumento na deposição de colágeno e redução leve do conteúdo glicogênico nos fígados dos animais expostos à bifentrina, acompanhadas de redução do índice organossomático hepático nos grupos BIF3 mg/kg e BIF6 mg/kg. As análises bioquímicas evidenciaram aumento significativo dos níveis séricos de LDL, colesterol, fosfatase alcalina, ALT e AST, além de redução do HDL nesses grupos. O tratamento concomitante com melatonina nos grupos BIF3 mg/kg + MEL10 mg/kg e BIF6 mg/kg + MEL10 mg/kg preveniu essas alterações, apresentando valores semelhantes aos observados no grupo Controle. As análises imunohistoquímicas demonstraram maior expressão das citocinas pró-inflamatórias IL-6 e TNF-α nos fígados dos animais tratados exclusivamente com bifentrina, enquanto a melatonina atenuou essa resposta inflamatória. Os resultados demonstram que a bifentrina induz hepatotoxicidade associada a estresse oxidativo e inflamação, enquanto a melatonina atenua de forma eficaz os danos hepáticos induzidos por esse pesticida, evidenciando seu potencial hepatoprotetor frente à exposição à bifentrina, com perspectivas de ampliação para a proteção hepática em diferentes contextos de exposição à xenobióticos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - VALERIA WANDERLEY TEIXEIRA
Interno - ANISIO FRANCISCO SOARES
Externo à Instituição - JAIURTE GOMES MARTINS DA SILVA - UFAL
Notícia cadastrada em: 03/02/2026 11:40
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