Padrão do Infiltrado Inflamatório cutâneo em cães com infecção natural por Leishmania Infantum antes e após o tratamento com marbofloxacina.
Doenças zoonóticas; reservatório canino; doenças vetoriais; análise histopatológica; Saúde Única.
A leishmaniose visceral, causada por Leishmania infantum, é uma zoonose de distribuição mundial, em cães apresenta manifestações clínicas de caráter sistêmico que frequentemente se manifesta com alterações cutâneas, tais como dermatite esfoliativa, alopécia, ulcerações e infiltração inflamatória dérmica intensa. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo analisar o infiltrado inflamatório da pele de cães naturalmente infectados por Leishmania infantum antes e após o tratamento, com marbofloxacina, visando identificar alterações histopatológicas relacionadas à resposta tecidual e à possível redução do parasitismo cutâneo. O processamento histológico das amostras ainda está em andamento. Não obstante, foi realizada uma revisão de literatura acerca da prevalência da leishmaniose canina no Brasil, abrangendo estudos publicados entre 1963 e 2025. A busca dos artigos foi realizada nas bases PubMed, SciELO e LILACS, A revisão evidenciou ampla variação de prevalências entre as regiões brasileiras, com maiores índices observados no Nordeste e Sudeste, especialmente em estados como Bahia, Pernambuco e Minas Gerais. Os testes diagnósticos mais empregados foram o DPP®, ELISA, RIFI e PCR, destacando-se a combinação DPP® + ELISA como protocolo de referência nas pesquisas mais recentes. Os dados demonstram a persistência e expansão da Leishmaniose canina em diferentes áreas do país, reforçando a relevância epidemiológica do cão como principal reservatório urbano.