EFEITO DA MELATONINA SOBRE PARÂMETROS HISTOFISIOLÓGICOS DO TESTICULO E METABOLISMO EM RATOS ADOLESCENTES TREINADOS E SUPLEMENTADOS COM NANDROLONA E/OU CREATINA
Decanoato de Nandrolona; Creatina; Estresse oxidativo; Sistema reprodutor masculino
O uso indiscriminado de esteroides anabolizantes (EAA) e creatina por jovens representa um risco à saúde reprodutiva. Este estudo objetivou avaliar os efeitos da associação de decanoato de nandrolona (DN) e creatina sobre os testículos de ratos adolescentes treinados, e o potencial protetor da melatonina. Ratos Wistar (40 dias) foram divididos em três grupos treinados (natação): Controle (GT); Nandrolona+Creatina (GTNC); e Nandrolona+Creatina+Melatonina (GTNC+Mel). O tratamento durou 6 semanas com DN (5 mg/kg), creatina (0,5 g/kg/dia) e/ou melatonina (200 µg/100g). Foram analisados parâmetros histomorfométricos, índice organossomático, estresse oxidativo (TBARS, GSH) e marcadores imunohistoquímicos (VEGF, PCNA, AR). O grupo GTNC apresentou severa degeneração do epitélio seminífero, atrofia testicular, redução no diâmetro tubular, na altura epitelial e no número de células da linhagem espermática, de Sertoli e de Leydig. Observou-se também aumento da peroxidação lipídica (TBARS), depleção de glutationa (GSH) e diminuição na expressão de VEGF, PCNA e AR. Em contrapartida, a administração de melatonina (grupo GTNC+Mel) preveniu as alterações histopatológicas, normalizou os marcadores de estresse oxidativo e restaurou os parâmetros morfométricos e de expressão proteica a níveis semelhantes aos do controle. A coadministração de decanoato de nandrolona e creatina induz um quadro de toxicidade testicular aguda em ratos adolescentes treinados, mediado por estresse oxidativo. A melatonina demonstrou um potente efeito protetor, mitigando os danos e preservando a integridade morfofuncional dos testículos.