Banca de DEFESA: DAYANE RODRIGUES DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DAYANE RODRIGUES DA SILVA
DATA : 28/08/2025
HORA: 14:30
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

ANÁLISE DO POTENCIAL DE BIORREMEDIAÇÃO DO IMIDACLOPRIDO POR MICRORGANISMOS FOTOSSINTETIZANTES E SEUS EFEITOS NA PRODUÇÃO DE PIGMENTOS


PALAVRAS-CHAVES:

Microalga; Pesticidas; Bioativos; Ficorremediação


PÁGINAS: 68
RESUMO:

O cultivo de manga no Vale do São Francisco enfrenta prejuízos significativos devido ao ataque de pragas, o que tem levado ao uso intensivo de defensivos agrícolas, como o inseticida imidacloprido. Esse composto apresenta alta solubilidade e estabilidade em água, além de toxicidade para organismos não alvo, ampliando seus riscos ambientais. As estratégias convencionais de tratamento de água apresentam custos elevados e risco de formação de subprodutos tóxicos. Nesse contexto, as microalgas surgem como alternativas promissoras para a biorremediação de pesticidas, devido às suas capacidades metabólicas e fisiológicas, associadas ao aproveitamento da biomassa residual. Este estudo avaliou o potencial de Arthrospira platensis, Dunaliella tertiolecta e Tetradesmus obliquus na biorremediação do inseticida imidacloprido. Ensaios foram conduzidos em frascos de Erlenmeyer contendo meio de cultura padrão, concentração inicial de 0,2 mg/L de imidacloprido e 100 mg/L de biomassa. Os experimentos foram conduzidos em dois tratamentos: (1) meio de cultura e microrganismos; (2) meio de cultura, microrganismos e Imidacloprido. Os resultados indicaram que o Imidacloprido estimulou o crescimento em todas as microalgas. T. obliquus apresentou o maior Xm (837,97 mg/L no grupo tratado e 733,55 mg/L no controle), seguido por D. tertiolecta (811,55 mg/L tratado e 682,48 mg/L controle) e A. platensis (577,80 mg/L tratado e 472,26 mg/L controle). T. obliquus e A. platensis alcançaram biodegradação acima de 90% ao final do experimento, enquanto D. tertiolecta atingiu cerca de 75%. A biossorção representou o principal mecanismo para A. platensis (≈67%), enquanto T. obliquus e D. tertiolecta apresentaram predominância de biodegradação, com bioacumulação intracelular inferior a 5% em todos os casos. No perfil de pigmentos, A. platensis apresentou aumento expressivo de clorofila a (de 34,44±2,39 para 69,43±0,04 mg/g) e b (de 4,36±0,50 para 31,30±0,17 mg/g) na presença do pesticida. Em contraste, D. tertiolecta e T. obliquus apresentaram redução de clorofila a e aumento relativo de carotenoides, sugerindo ajustes fotoprotetores. Foram detectados ácido 6-cloronicotínico e IMI-ureia como principais subprodutos, indicando vias oxidativa e hidrolítica de degradação. Os dados demonstram o elevado potencial de T. obliquus e A. platensis na biorremediação do imidacloprido, aliando remoção eficiente a respostas fisiológicas adaptativas, enquanto D. tertiolecta apresentou desempenho intermediário. Esses achados reforçam a viabilidade das microalgas como tecnologias sustentáveis para o tratamento de águas contaminadas por neonicotinoides.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - RAQUEL PEDROSA BEZERRA
Interna - MARIA TACIANA HOLANDA CAVALCANTI
Externa à Instituição - ALEXSANDRA FRAZÃO DE ANDRADE
Externa à Instituição - ANNA GABRIELLY DUARTE NEVES
Notícia cadastrada em: 21/08/2025 16:31
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