Frequência de hemoparasitos em cães atendidos em hospitais veterinários, entre 2021 e 2023, em Recife, Pernambuco
vetores; mosquitos, carrapatos; bactérias; protozoários
As hemoparasitoses caninas são doenças de alta relevância na clínica veterinária devido à sua frequência e impacto na saúde animal. Entre os principais hemopatógenos que afetam os cães, destacam-se os pertencentes aos gêneros Babesia, Hepatozoon, Ehrlichia e Anaplasma. Esses agentes causam sintomas inespecíficos que incluem letargia, febre e sinais clínicos variáveis, dependendo da espécie infectante, do estado imunológico do hospedeiro e das condições ambientais. São transmitidos, principalmente, pelo carrapato Rhipicephalus sanguineus ou por transfusões sanguíneas. O nematódeo Dirofilaria immitis é transmitido pela picada de mosquitos Culicidae. Esses parasitos afetam o sistema circulatório e podem causar sintomas como tosse, intolerância ao exercício e problemas cardíacos. O objetivo deste estudo foi avaliar a frequência de hemoparasitos em cães atendidos em clínica particular e no Hospital Veterinário da UFRPE, entre 2021 e 2023, em Recife, Pernambuco, Brasil. Foram realizadas análises em banco de dados contendo resultados de exames de amostras de sangue e soro de 590 animais, as quais foram tabuladas e registradas em planilha Excel. Foram avaliadas as variáveis: sexo, idade, raça, parasitos detectados em pesquisa direta, sorologia e coinfecção. Os hemoparasitos com maior frequência nos estiraços sanguíneos foram Anaplasma platys (27%) e microfilárias (27%) e Ehrlichia canis/Ehrlichia ewingii (50%) em testes sorológicos. Os cães sem raça definida foram os mais acometidos (53%), seguido por Poodle (13%). Houve coinfecção de A. platys e Babesia spp. (0,2%) e de A. platys e Hepatozoon sp. (0,2%). Os machos apresentaram maior frequência (13%) e animais com idade entre 7 a 12 anos apresentaram maior frequência de infectados (3%). Nesse contexto, devido à alta prevalência e o impacto das hemoparasitoses na saúde canina, há a necessidade de elaborar medidas estratégicas de profilaxia as quais exigem medidas integradas de saúde única e educação dos tutores.