Banca de DEFESA: VALDIR VIEIRA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VALDIR VIEIRA DA SILVA
DATA : 21/02/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório Luiz de Melo Amorim
TÍTULO:

Análise da distribuição espacial, dinâmica espaço-temporal e tendência temporal para Anemia Infecciosa Equina, Mormo e Raiva em equinos no Brasil


PALAVRAS-CHAVES:

Doenças infecciosas; Análise geográfica; Aglomerados espaço-temporais; Zoonose; Vigilância epidemiológica

 


PÁGINAS: 149
RESUMO:

A equideocultura no Brasil é um setor agropecuário de alta relevância econômica e social, e doenças infectocontagiosas como a Anemia Infecciosa Equina (AIE), Mormo e Raiva representam sérios desafios à cadeia produtiva, pois impactam a saúde animal. Objetivou-se nesse estudo, mapear e identificar áreas de alto risco para Anemia Infecciosa Equina, Mormo e Raiva em equino no Brasil, por meio de análise espacial, espaço-temporal e tendência temporal no período de 2006 a 2023, utilizando dados do Sistema de Informação de Saúde Animal (SIZ). Para a AIE, foram notificados 111.826 casos, com maior frequência nas regiões Nordeste (39,75%), Centro-Oeste (27,56%) e Norte (20,95%). O estado de MT registrou o maior número de casos (17,02%), enquanto o CE apresentou o maior risco de incidência (8.287,84/100.000 equinos). Clusters de alto risco foram identificados no AP, PA, MA, RR, TO, PI, AM, CE, MT, RO, RN e PE. A análise dos dados revelou uma redução geral na taxa de infecção pelo vírus da AIE no Brasil (AAPC: -8,4%; IC: -11,2 a -5,4), exceto na região Sul, que apresentou uma tendência crescente (AAPC: 6,5%; IC: 2,9 a 10,3). Em relação ao Mormo, foram registrados 2.654 casos, com predominância no Nordeste (52,19%), onde PE apresentou o maior risco de incidência (342,58/100.000). Clusters primários foram identificados nos estados do RN, PB, PE, AL, CE e PI, enquanto clusters secundários foram observados no AM, SC e RS MT, RJ, SP e DF. A análise temporal indicou estabilidade geral no Brasil, mas crescimento nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste. Para a Raiva, foram registrados 2.170 casos, a região Sudeste registrou a maior quantidade (41,66% dos casos), seguido pelo Centro-Oeste (24,47%) e Sul (14,01%). O risco de incidência foi mais elevado no Sudeste (45,73/100.000 equinos), com destaque para SP (69,97/100.000 equinos), e ES (124,68/100.000 equinos). A análise de varredura espaço-temporal identificou clusters de alto risco em SP, MT, ES, RJ e AM. As tendências temporais de incidência mostraram uma diminuição no Brasil (APC:-3,9%; IC: -6,2 a -1,5), com a maior redução observada no Centro-Oeste (APC:-8,4%; IC: -14,3 a 2,2). Os resultados destacam a importância de análises espaciais, espaço-temporais e de tendências temporais no monitoramento de doenças infectocontagiosas, permitindo a identificação de áreas prioritárias e embasando ações preventivas e de controle, como regulamentações sanitárias, vigilância integrada, controle do trânsito de equinos e investimentos em diagnóstico precoce e educação em saúde.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - RINALDO APARECIDO MOTA
Interno - JOSE WILTON PINHEIRO JUNIOR
Externo à Instituição - JONATAS CAMPOS DE ALMEIDA
Notícia cadastrada em: 18/02/2025 08:11
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