Purificação, caracterização e avaliação anti-tumoral em células mamárias da lectina
de Dunaliella tertiolecta
Linfoma, carcinoma, neoplasia, proteína bioativa, microalga.
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Dunaliella tertiolecta é uma espécie de microalga verde conhecida por seu alto desempenho na produção de bioativos de prospecção biotecnológica, em especial, na atividade antioxidante e antitumoral. Entre esses bioativos estão as lectinas, que se destacam no controle de tumores a partir de ativação das vias intrínseca e extrínseca de apoptose e do estimulo da produção de proteínas e genes reguladores. O linfoma é um dos tipos de tumores com mortalidade mais comum em homens e que está associado a questões socioeconômicas, atingindo principalmente países com baixa renda, dificultando o cesso ao diagnóstico e tratamento. Desse modo, o objetivo deste trabalho foi purificar, caracterizar bioquimicamente e avaliar o potencial antitumoral em linfomas da lectina extraída de Dunaliella tertiolecta. A extração das lectinas foi realizada por meio de agitação magnética em tampão PBS pH 7.15 (0,01M) durante o intervalo de quatro horas. Em seguida, o extrato foi centrifugado e o sobrenadante foi precipitado por meio de etanol absoluto (-20°) e submetida à cromatografia de troca iônica (DEAE Sephadex). A fração com maior atividade foi caracterizada em relação a especificidade aos tipos sanguíneos A e de coelho, ao efeito da temperatura e inibição pela presença de íons. A atividade citotóxica da fração purificada foi analisada em células de linfoma não-hodgkin na linhagem U937 e em células saudáveis de PBMC. A lectina demonstrou estabilidade em temperatura de até 70° durante 30 minutos e apenas o íon CaCl2 inibiu completamente a atividade da lectina em sangue A. A lectina demonstrou atividade citotóxica satisfatória, sendo capaz de causar a morte das células após 48 horas de incubação nas células tumorais e demonstrou apenas 36% de toxicidade em células saudáveis utilizando o dobro da maior dose utilizada nas células de linfoma. É possível afirmar que a lectina de Dunaliella demonstrou potencial no controle citotóxico de células neoplásicas de linfoma, apresentando, ainda, características bioquímicas que a tornam atrativa para futuras investigações biotecnológicas. |