Banca de DEFESA: LUCAS GABRIEL PITA DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUCAS GABRIEL PITA DOS SANTOS
DATA : 05/07/2024
HORA: 09:00
LOCAL: Departamento de Biologia/UFRPE
TÍTULO:

CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA DE PREPARAÇÕES DE FOLHAS DE Annona squamosa L. E INVESTIGAÇÃO DO POTENCIAL INSETICIDA E ANTIMICROBIANO


PALAVRAS-CHAVES:

Análise bibliométrica; fruta do conde; inseticida natural; mosquito da dengue, gorgulho do milho; toxicidade não-alvo; formulação inseticida.


PÁGINAS: 111
RESUMO:

Metabólitos vegetais têm despertado interesse devido ao potencial biotecnológico que inclui os efeitos inseticida e antimicrobiano. Annona squamosa L. (Annonaceae) é uma planta medicinal com frutos comestíveis e comumente conhecida como pinha. A presente tese teve como objetivos caracterizar o extrato salino de folhas de A. squamosa quanto à composição química e investigar seu potencial inseticida e antimicrobiano. As tendências recentes das pesquisas envolvendo bioativos vegetais contra o vetor de arboviroses Aedes aegypti e as pragas de importância econômica Sitophilus zeamais e Nasutitermes corniger foram estudadas através de uma análise bibliométrica. Folhas de A. squamosa (10 g) foram secas e homogeneizadas com NaCl 0,15M (100 mL). Após centrifugação, o sobrenadante correspondeu ao extrato que foi analisado por cromatografia em camada delgada (CCD) e cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). Em seguida, foram determinadas a concentração de proteínas, a presença de lectinas utilizando eritrócitos de coelho e a atividade inibidora de protease utilizando o substrato N-α-benzoil-DL-arginina-4-nitroanilida (BApNA). O potencial inseticida do extrato foi investigado contra larvas de terceiro instar (L3) de Ae. aegypti, adultos de S. zeamais, bem como operários e soldados de N. corniger, enquanto a toxicidade não alvo foi avaliada para o microcrustáceo Hyalella sp. Comprimidos à base do extrato foram produzidos e investigados quanto aos efeitos na sobrevivência e na morfologia do intestino médio de L3 de Ae. aegypti. Em adição, o efeito do extrato no crescimento de isolados de mastite caprina foi investigado. A análise bibliométrica revelou a concentração das pesquisas sobre atividade inseticida de produtos naturais em regiões tropicais, onde há maior ocorrência das doenças causadas por Ae. aegypti, que corresponderam ao maior número de relatos em comparação com N. corniger e S. zeamais. Ademais, a síntese de nanopartículas metálicas a partir de produtos naturais apareceu como forte tendência atual. A caracterização do extrato por CCD revelou a presença de flavonoides, derivados cinâmicos, saponinas, antraquinonas, terpenos e esteroides, enquanto a CLAE identificou derivados do ácido cinâmico, rutina e ácido clorogênico. Foram encontrados ainda 22,9 mg/mL de proteínas, incluindo lectinas (21.333,33 UAHS) e inibidores de tripsina (15,6 U/mg). O extrato causou mortalidade (CL50 = 1,9% m/v) e alterou a permeabilidade da membrana peritrófica de L3 de Ae. aegypti, bem como exerceu forte efeito deterrente de alimentação e matou adultos de S. zemais com taxas de mortalidade variando de 51,2% a 63,8%. O extrato não afetou a sobrevivência de soldados e operários de N. corniger, mas os indivíduos juvenis de Hyallela sp. foram fortemente sensíveis ao tratamento. Os comprimidos à base do extrato de folhas mataram 47% das L3 na concentração equivalente à CL50 do extrato livre e acarretaram danos à morfologia do intestino médio das larvas, incluindo hipertrofia do epitélio e a síntese de vesículas apócrinas. O extrato não foi capaz de interferir no crescimento de bactérias causadoras de mastite caprina. Em conclusão, o extrato de folhas de A. squamosa mata L3 de Ae. aegypti e adultos de S. zeamais, por aumentar a permeabilidade da membrana peritrófica e exibir um forte efeito deterrente alimentar, respectivamente. Contudo, o uso do extrato deve envolver cautela devido à alta toxicidade não-alvo. Os efeitos do extrato podem estar ligados à presença de lectinas, inibidores de tripsina, rutina e ácido clorogênico. O comprimido à base do extrato de folhas é agente larvicida para L3 de Ae. Aegypti por causar danos à estrutura do intestino médio das larvas. Outrossim, as tendências recentes em pesquisas com nanopartículas metálicas a partir de extratos vegetais podem ser consideradas em futuras formulações para aumentar a estabilidade e a eficácia larvicida do extrato de folhas de A. squamosa.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - EMMANUEL VIANA PONTUAL
Interna - TATIANA SOUZA PORTO
Externa à Instituição - LEYDIANNE LEITE DE SIQUEIRA PATRIOTA - UFPE
Externo à Instituição - THIAGO HENRIQUE NAPOLEÃO - UFPE
Externo à Instituição - WELTON AARON DE ALMEIDA - UFRPE
Notícia cadastrada em: 26/06/2024 08:43
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