EFEITOS DA OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA NO DUODENO DE RATOS COM DIABETES
INDUZIDA POR ESTREPTOZOTOCINA
Oxigênio hiperbárico; Diabetes Mellitus; Mucosa duodenal; Morfometria; Inflamação;
Estresse oxidativo.
O Diabetes Mellitus (DM) é uma desordem metabólica que tem como resultado a
hiperglicemia persistente proveniente da falta de insulina ou de falhas na ação dela.
Essa desordem geralmente é acompanhada por alterações em vias de sinalização do
estado redox celular que resulta em respostas inflamatórias e posteriormente em
danos a nível morfológico nos tecidos e órgãos, complicações essas associadas ao
diabetes. Diante desses danos que o DM causa no paciente, muitos estudos vêm
testando terapias alternativas que possam reduzir essas complicações como é o caso
da hiperoxigenação tecidual. A Oxigenoterapia Hiperbárica (OHB) envolve a inalação
de oxigênio puro e em alta pressão. A partir disso objetiva-se com esse trabalho
avaliar os efeitos da (OHB) nos parâmetros pré-clínicos, morfológicos, inflamatórios e
oxidativos do duodeno de ratos diabéticos. Neste trabalho utilizou-se 32 ratos Wistar
com idade de 60 dias, pesando cerca de 220-270g. Os animais permaneceram alojados
em caixas de polipropileno onde receberam ração e água ad libitum. A amostra foi
distribuída em quatro grupos experimentais: grupo controle composto pelos animais
saudáveis (C), grupo controle tratado com oxigenoterapia hiperbárica (C+OHB), grupo
diabético sem tratamento (D) e o grupo diabético tratado oxigenoterapia (D+OHB). Foi
utilizado no interior da câmara de 2,5 atmosferas absolutas (ATA) num índice de 2
ATA/min sendo mantidos nessa pressão por 60 min. A câmara foi ventilada com 100%
de O2 a um fluxo de 20 L/min a fim de minimizar acúmulo de CO2. Após a eutanásia
retirou-se todo o duodeno, onde se destinou 5 centímetros para análises
histomorfometricas, imunohistoquímicas, estereológicas e 2 centímetros para
marcação de espécies reativas de oxigênio (ROS) com sonda DHE. Constatou-se que a
OHB melhorou a polifagia no grupo D+OHB versus D, reverteu as alterações de volume
de referência do lúmen duodenal e volume absoluto da submucosa. Também
melhorou a expressão de Caspase-3, VEGF, SOD-1 E GPX no grupo D+OHB versus D. A
partir dos resultados concluímos que a hiperoxigenação nesse estudo não foi capaz de
reduzir a glicemia, mas teve efeitos positivos em nível tecidual reduzindo alterações
morfológicas de volume bem como melhorando a expressão de proteínas envolvidas
na apoptose, inflamação e estresse oxidativo.