Banca de DEFESA: DANIELY OLIVEIRA DO NASCIMENTO ROCHA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DANIELY OLIVEIRA DO NASCIMENTO ROCHA
DATA : 22/02/2024
HORA: 08:30
LOCAL: https://meet.google.com/eea-kcec-mzb
TÍTULO:

Filarídeos em cães em uma área costeira do Estado de Pernambuco


PALAVRAS-CHAVES:

Dirofilaria immitis, Cercopithifilaria bainae, Acantocheilonema reconditum, Área de praia, Vetores, Zoonose.


PÁGINAS: 86
RESUMO:

Os filarídeos são parasitos nematódeos que acometem diferentes espécies de animais, incluindo cães domésticos, canídeos selvagens, felídeos domésticos e selvagens e humanos. Dentre as espécies de importância médico-veterinária que acometem os cães, destacam-se os gêneros Dirofilaria e Acanthocheilonema, com microfilárias encontradas no sangue; Cercopithifilaria e Onchocerca detectadas na pele. O objetivo desse estudo foi determinar a prevalência da infecção por filarídeos sanguíneos e dérmicos em cães residentes em uma área costeira turística do Estado de Pernambuco. De fevereiro a setembro de 2021, amostras de sangue (n = 245) foram coletadas e analisadas pelo método modificado de Knott para pesquisa de microfilárias circulantes, seguido do teste ELISA qualitativo (SNAP® 4Dx® Plus, IDEXX Laboratory, Westbrook, Maine, EUA) para detectar anticorpos contra Anaplasma spp., Borrelia burgdorferi sensu lato, Ehrlichia spp. e antígenos de Dirofilaria immitis. Para pesquisa de microfilárias dérmicas foram incluídos neste estudo fragmentos de amostras de pele (n = 71) examinados microscopicamente e molecularmente por meio de PCR visando o gene 12S rDNA. Foram detectados em 24 animais (9,8%), microfilárias e antígeno de D. immitis, já anticorpos de Ehrlichia spp. e Anaplasma spp. apresentaram soroprevalência em 64 (23,2%) e 11 (4,5%) animais, respectivamente. No teste ELISA, 9 (3,7%) animais microfilarêmicos obtiveram resultados negativo. A coinfecção entre D. immitis e outros patógenos predominaram sobre infecções isoladas por D. immitis (χ2 = 4,381; p = 0,0363). Nenhum filarídeo foi detectado na pele após análises microscópicas e moleculares. Em quatro municípios diferentes foram encontrados cães positivos para D. immitis, incluindo dois (Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca), nos quais há um intenso fluxo de animais e humanos atraídos pelas atividades turísticas dessas localidades. Os dados deste estudo demonstram que D. immitis é o principal filarídeo que infecta cães em áreas litorâneas no nordeste do Brasil. Medidas preventivas, como coleiras repelentes e compostos microfilaricidas devem ser usadas para prevenir a infecção canina associado ao manejo ambiental correto nessas áreas a fim de controlar as populações de vetores.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - RAFAEL ANTONIO DO NASCIMENTO RAMOS
Interna - GILCIA APARECIDA DE CARVALHO
Externa à Instituição - MARCIA PAULA DE OLIVEIRA FARIAS - UFPI
Notícia cadastrada em: 20/12/2023 09:28
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