Banca de DEFESA: JANILENE DE OLIVEIRA NASCIMENTO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JANILENE DE OLIVEIRA NASCIMENTO
DATA : 24/08/2023
HORA: 14:00
LOCAL: AUDTORIO LUIS DE MELO AMORIM
TÍTULO:

 

MONITORAMENTO TERAPÊUTICO DE CÃES COM INFECÇÃO NATURAL POR Leishmania infantum TRATADOS COM MARBOFLOXACINA COMBINADO AO ALOPURINOL


PALAVRAS-CHAVES:

Leishmaniose canina; tratamento; PCR quantitativa; fluorquinolona.

 


PÁGINAS: 68
RESUMO:

O tratamento de cães infectados por Leishmania infantum tem sido um desafio para o médico veterinário, por ser uma terapia dispendiosa e a longo prazo com opções terapêuticas limitadas. Nesse sentido, o tratamento da leishmaniose canina (Lcan) requer monitoramento laboratorial, para acompanhar a resposta clínica, imunológica e da carga parasitária. O estudo teve como objetivo avaliar clínica, carga parasitária e perfil da produção de anticorpos no monitoramento terapêutico em cães com infecção natural por L. infantum. Foram utilizados 26 cães com diagnóstico parasitológico positivo (formas amastigotas de Leishmania) e divididos em dois grupos de tratamento: G1- 15 animais tratados com marbofloxacina e alopurinol e G2: 11 animais, apenas com miltefosina. Os cães foram monitorados durante 6 meses, com avaliações clínicas nos dias D0, D30, D90 e D180, sendo a sorologia quantitativa realizada apenas no início e final do tratamento. Os parâmetros clínicos foram classificados de acordo com a gravidade em uma escala de 0 a 3, conforme Rougier et al., (2012), enquanto a RIFI realizada de acordo com CAMARGO (1966).  A qPCR foi baseada na amplificação de L.infantum do minicirculo do cinetoplasto (kDNA) protocolo padronizado por De Paiva Cavalcanti et al. (2009). Os animais do G1 e G2 apresentaram 86,6% e 45,4% de redução nos escores clínicos nos primeiros três meses, respectivamente. A recidiva dos sinais clínicos foi observada em 9,1% do G2. Os títulos de anticorpos diminuíram em 93,3% com o uso da marbofloxacina e alopurinol, contra 63,6% utilizando apenas miltefosina ao final do tratamento. No G1 (D0), a média do número de parasitos/μL na medula óssea foi de 239.267 com uma mediana de 13.792 parasitos/ μL. No grupo da miltefosina, a média foi de 965.795,1 parasitos/ μL com mediana de 117,8 parasitos/ μL. O uso da qPCR é uma ótima opção para avaliar carga parasitária ao longo do tratamento em cães infectados por L. infantum, desde que seja utilizada uma boa amostra biológica como a medula óssea. Apesar do estudo ter demonstrado uma correlação entre os escores clínicos e os títulos de anticorpos, a quantificação de anticorpos quando utilizada isoladamente não constitui uma boa ferramenta para o monitoramento terapêutico na Lcan.

 

 

 

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Interna - GILCIA APARECIDA DE CARVALHO
Interno - LEUCIO CAMARA ALVES
Externo à Instituição - VITOR MÁRCIO RIBEIRO
Externo à Instituição - FABIO DOS SANTOS NOGUEIRA
Externo à Instituição - CLAUDIO NAZARETIAN ROSSI
Notícia cadastrada em: 08/08/2023 11:56
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