Pesquisa de espécies de Campylobacter, genes de virulência, resposta à ação probiótica e antimicrobiana in vitro, em carcaças e frangos de corte
Avicultura. Campilobacteriose. Enterocinas. Multirresistência. Saúde Pública
Campylobacter spp. é considerado um importante patógeno bacteriano gastrointestinal devido às implicações na avicultura industrial e no âmbito da saúde pública. Objetivou-se pesquisar Campylobacter em carcaças e suabes de cloaca de frangos de corte, detectar as espécies C. jejuni, C. coli e C. lari de importância para saúde pública, os genes relacionados à virulência, avaliar à ação de enterocinas e determinar o perfil de resistência antimicrobiana. Foram avaliadas amostras de pele de diferentes regiões da carcaça (resfriada e congelada), fígado e moela e suabes de cloaca de frangos de corte. Os isolados foram submetidos a PCR para identificação do gênero e espécies, genes de virulência e resistência. A concentração inibitória mínima (MIC) foi utilizada para determinar a atividade antimicrobiana de enterocinas. E a avaliação da suscetibilidade aos antibióticos foi realizada pelo método de disco difusão. Todos os isolados foram submetidos a PCR e os isolados provenientes de suabes de cloaca de frangos de corte foram submetidos ao MALDI-TOF MS. 376 isolados foram Campylobacter spp. e 26 (7,0%) C. jejuni, não foram detectados C. coli e C. lari. A maior frequência de C. jejuni foi em carcaças resfriadas com (88,5%) (p < 0,0001) e em carcaças congeladas (11,5%). A localização mais frequente de C. jejuni foi pele pele do peito (27,0%), seguida da pele da asa (23,0%), pele da cloaca (19.0%) e pele do pescoço (8,0%), moela (15,0%) e fígado (8,0%), e a frequência gênica foi cdtA (11,5%), cdtB (11,5%), cdtC (19,0%), sodB (34,5%), dnaJ (11,5%), cmeA (15,0%), cmeB (15,0%) e cmeC (15,0%). Em frangos de corte (90,0%) das amostras foram positivas para C. jejuni e (30,0%) para C. lari, porém C. coli não foi detectado. A frequência gênica das amostras positivas para C. jejuni revelou que em todas as amostras foram detectados os genes cdtB, dnaJ, cmeA, cmeB e cmeC, seguido dos genes cdtA (92,6%), cdtC (66,6%) e sodB (51,8%). Em todas as amostras positivas para C. lari foram detectados os genes cdtB, dnaJ, sodB, cmeB e cmeC, seguido dos genes cdtA (85,7%), cmeA (85,7%) e cdtC (28,5%). A atividade antimicrobiana das enterocinas inibiu o crescimento de (98,5%) de C. jejuni. E foi verificada multirresistência em (100%) de C. jejuni, proveniente de carcaças. Este estudo revelou que (80,7%) dos participantes afirmaram ter pouco conhecimento sobre Campylobacter. Portanto, carcaças de frango contaminadas por C. jejuni multirresistente, representam um risco para saúde pública. E frangos de corte infectados podem ser considerados uma fonte de Campylobacter spp. na cadeia avícola. Novas investigações devem ser realizadas para explorar o uso de enterocinas no controle deste patógeno, pois têm-se evidenciado resultados promissores.
Campylobacter spp. é considerado um importante patógeno bacteriano gastrointestinal devido às implicações na avicultura industrial e no âmbito da saúde pública. Objetivou-se pesquisar Campylobacter em carcaças e suabes de cloaca de frangos de corte, detectar as espécies C. jejuni, C. coli e C. lari de importância para saúde pública, os genes relacionados à virulência, avaliar à ação de enterocinas e determinar o perfil de resistência antimicrobiana. Foram avaliadas amostras de pele de diferentes regiões da carcaça (resfriada e congelada), fígado e moela e suabes de cloaca de frangos de corte. Os isolados foram submetidos a PCR para identificação do gênero e espécies, genes de virulência e resistência. A concentração inibitória mínima (MIC) foi utilizada para determinar a atividade antimicrobiana de enterocinas. E a avaliação da suscetibilidade aos antibióticos foi realizada pelo método de disco difusão. Todos os isolados foram submetidos a PCR e os isolados provenientes de suabes de cloaca de frangos de corte foram submetidos ao MALDI-TOF MS. 376 isolados foram Campylobacter spp. e 26 (7,0%) C. jejuni, não foram detectados C. coli e C. lari. A maior frequência de C. jejuni foi em carcaças resfriadas com (88,5%) (p < 0,0001) e em carcaças congeladas (11,5%). A localização mais frequente de C. jejuni foi pele pele do peito (27,0%), seguida da pele da asa (23,0%), pele da cloaca (19.0%) e pele do pescoço (8,0%), moela (15,0%) e fígado (8,0%), e a frequência gênica foi cdtA (11,5%), cdtB (11,5%), cdtC (19,0%), sodB (34,5%), dnaJ (11,5%), cmeA (15,0%), cmeB (15,0%) e cmeC (15,0%). Em frangos de corte (90,0%) das amostras foram positivas para C. jejuni e (30,0%) para C. lari, porém C. coli não foi detectado. A frequência gênica das amostras positivas para C. jejuni revelou que em todas as amostras foram detectados os genes cdtB, dnaJ, cmeA, cmeB e cmeC, seguido dos genes cdtA (92,6%), cdtC (66,6%) e sodB (51,8%). Em todas as amostras positivas para C. lari foram detectados os genes cdtB, dnaJ, sodB, cmeB e cmeC, seguido dos genes cdtA (85,7%), cmeA (85,7%) e cdtC (28,5%). A atividade antimicrobiana das enterocinas inibiu o crescimento de (98,5%) de C. jejuni. E foi verificada multirresistência em (100%) de C. jejuni, proveniente de carcaças. Este estudo revelou que (80,7%) dos participantes afirmaram ter pouco conhecimento sobre Campylobacter. Portanto, carcaças de frango contaminadas por C. jejuni multirresistente, representam um risco para saúde pública. E frangos de corte infectados podem ser considerados uma fonte de Campylobacter spp. na cadeia avícola. Novas investigações devem ser realizadas para explorar o uso de enterocinas no controle deste patógeno, pois têm-se evidenciado resultados promissores.