Banca de DEFESA: LARICE BRUNA FERREIRA SOARES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LARICE BRUNA FERREIRA SOARES
DATA : 22/06/2023
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório da UFAPE
TÍTULO:

POTENCIAL ANTIMICROBIANO, ANTIBIOFILME, ANTIOXIDANTE E CITOTÓXICO DE EXTRATOS DE PLANTAS UTILIZADAS EM MEDICINA POPULAR NO ESTADO DE PERNAMBUCO

POTENCIAL ANTIMICROBIANO, ANTIBIOFILME, ANTIOXIDANTE E CITOTÓXICO DE EXTRATOS DE PLANTAS UTILIZADAS EM MEDICINA POPULAR NO ESTADO DE PERNAMBUCO


PALAVRAS-CHAVES:

Plantas medicinais, metabólitos secundários, extratos, frações, resistência antimicrobiana, radicais livres.


PÁGINAS: 102
RESUMO:

Tendo em vista o aumento contínuo da resistência microbiana a fármacos comerciais e a necessidade de novas alternativas que possam ser atuantes contra patógenos, bem como, o conhecimento sobre a atividade antioxidante das plantas ou de seus metabólitos, uma vez que essa atividade pode ser a chave para a prevenção e/ou tratamento de doenças. O presente trabalho de pesquisa teve por objetivo realizar estudo de composição química e avaliação do potencial antimicrobiano, antibiofilme, antioxidante e citotóxico de extratos e frações de plantas utilizadas na medicina popular, no estado de Pernambuco. Dez plantas foram coletadas ou adquiridas junto a raizeiros da região e identificadas, sendo estas, amora (Morus alba), aroeira (Schinus terebinthifolius), cajueiro-roxo (Anacardium occidentale), capim limão (Cymbopogon citratus), gengibre (Zingiber officinale), mandacaru (Cereus jamacaru), pitanga (Eugenia uniflora), sambacaitá (Hyptis pectinata), unha-de-gato (Uncaria tomentosa) e uxi-amarelo (Endopleura uchi). Em seguida, foram preparados extratos etanólicos destas plantas, bem como as frações aquosas, clorofórmicas e hexânicas dos mesmos. Os extratos e frações foram testados frente as bactérias Staphylococcus aureus ATCC 25923, Enterococcus faecalis ATCC 29212, Bacillus subtilis UFPEDA 86, Listeria monocytogenes ATCC 19117, Escherichia coli ATCC 25922, Klebsiella pneumoniae UFPEDA 396, Pseudomonas aeruginosa UFPEDA 416 e Salmonella typhimurium ATCC 14028. Os isolados foram testados quanto ao perfil de susceptibilidade a antimicrobianos pelos testes de difusão em poços, nas concentrações de 10 e 20 mg.mL-1, Concentração Inibitória Mínima (CIM) e Concentração Bactericida Mínima (CBM), nas concentrações de 0,195 a 25 mg.mL-1. Foi realizada a quantificação do teor de compostos fenólicos e flavonóides, pelo ensaio Folin-Ciocalteu e pelo método colorimétrico com cloreto de alumínio, avaliado também o potencial antioxidante pelos métodos de sequestro de radial 2,2-difenil-1-picril-hidrazil (DPPH) e 2,2’-azinobis-3-etilbenzotiazolina-6-ácido sulfônico (ABTS), determinação da atividade antibiofilme utilizando o ensaio com o corante cristal violeta e teste de citotoxicidade celular quantificado pelo método MTT, das plantas com maior potencial antimicrobiano. Foi observado, pelo teste de difusão em poços que os extratos etanólicos com maior atividade foram aroeira e pitangueira, com halos de inibição de 21,33 para E. faecalis e 18, 33 para B. subitilis, respectivamente a 20 mg.mL-1. Entre as frações testadas, as frações aquosas de ambas as plantas mostraram maior potencial de inibição, atuando frente todas as cepas gram-positivas e gram-negativas testadas. Foi possível identificar que extrato etanólico da aroeira mostrou melhor atividade para todas a cepas testadas em especial para B. subtilis, E. faecalis, L. monocytogenes, S. aureus, E. coli e K. pneumoniae com valores de CIM variando de 0,78 a 1,56 mg.mL-1 o que demonstra uma atividade moderada do mesmo frente a estas cepas. A análise quantitativa do conteúdo de compostos fenólicos totais revela maior presença dos mesmos nas frações aquosas e em seguida nos extratos etanólicos, já o conteúdo de flavonoides totais foi mais expressivo para os extratos etanólicos, para ambas as plantas. Pelos testes de ABTS e DPPH a maior porcentagem de eliminação ocorreu na menor concentração, 0,195 mg.mL-1, tanto para o extrato etanólico, 92,04% e 80,42% , como para a fração aquosa, 93,73% e 86,63% de S. terebinthifolius, respectivamente. Com o extrato etanólico e fração aquosa das folhas de E. uniflora, a eliminação média do ABTS foi de 93,33 e 92,29%, respectivamente, na menor concentração, 0,195 mg.mL-1 e a eliminação média do DPPH, na menor concentração, 0,195 mg.mL-1, foi 83,29% para o extrato etanólico, e 87,55% para a fração aquosa das folhas de E. uniflora. Foi identificado redução do biofilme em até 32,8% para o extrato etanólico de S. terebinthifolius frente a E. faecalis, para a planta E. uniflora essa redução variou de 49,65 - 87,08% e 26,41 - 57,29%, para o extrato etanólico e fração aquosa, respectivamente. Pode-se concluir que os extratos etanólico e frações aquosas de ambas as plantas possuem maior teor de compostos fenólicos e flavonoides, quando comparado a fração hexânica. Para a maioria das cepas gram-positivas e gram-negativas testadas, S. terebinthifolius mostra atividade moderada, destacando um possível potencial para sua atuação como antimicrobiano de amplo espectro. Foi identificado potencial antibiofilme para o extrato etanólico de S. terebinthifolius frente a bactéria E. faecalis e do extrato etanólico e fração aquosa de E. uniflora frente a L. monocytogenes. O extrato etanólico e a fração aquosa das folhas de S. terebinthifolius e E. uniflora apresentam elevado potencial antioxidante, quando analisados pelos métodos de ABTS e DPPH. A eliminação do ABTS e do DPPH, nas diferentes concentrações do extrato etanólico e da fração aquosa, obtida das folhas de S. terebinthifolius e E. uniflora, e as equivalências ao trolox e ao ácido ascórbico, respectivamente, correlacionam-se significativa e positivamente.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - KEILA APARECIDA MOREIRA
Externa à Instituição - ANA CAROLINA DE CARVALHO CORREIA
Externo à Instituição - JOSÉ ERICK GALINDO GOMES
Externa à Instituição - ROSANGELA ESTEVAO ALVES FALCAO
Externo à Instituição - VANDERSON BARBOSA BERNARDO
Notícia cadastrada em: 02/06/2023 11:17
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