Análise fractal de retinografias de pacientes com diferentes graus de retinopatia diabética com e sem risco de maculopatia.
Geometria fractal, retinopatia diabética, edema macular, diabetes mellitus, retinografias
A Diabetes Mellitus está entre as principais doenças crônicas que tem alto índice de morbidade e mortalidade, levando a um grande investimento governamental no tratamento de suas complicações. A retinopatia diabética é a complicação mais comum da diabetes mellitus que pode levar a perda da visão. Essa alteração surge com uma complicação microvascular gerada pela diabetes mellitus, que ocorre devido à hiperglicemia, assim resultando em alterações estruturais e funcionais dos capilares retinianos. O objetivo deste estudo foi investigar se geometria fractal é capaz de identificar as alterações na rede vascular retiniana a partir de retinografias de pacientes com diferentes graus de retinopatia diabética e também apresentando risco de edema macular. Desta forma, o estudo foi dividido em duas partes. A primeira parte do estudo, capítulo 1 desta dissertaçã, incluiu 90 retinografias provenientes do banco de dados MESSIDOR, em individuos sem retinopatia e com diferentes graus de retinopatia diabética. Foram analisados quatro grupos: um sem retinopatia (n=23), e outros três com retinopatia diabética de grau um (n=20), grau dois (n=20) e grau três (n=27). Os graus de retinopatia foram classificados conforme o número de microaneurismas, número de hemorragias e presença de neovascularização. As imagens foram esqueletizadas e quantificadas pelos métodos fractais: dimensão da contagem de caixas e informação. Os resultados deste trabalho mostraram que os métodos fractais empregados foram capazes de evidenciar que os diferentes graus de retinopatia diabética não alteram a estrutura da rede vascular. No capítulo 2, foram selecionadas 46 retinografias de pacientes com retinopatia diabética classificada em graus de acordo com o número de microaneurismas, hemorragias e a presença de neovascularização: grau 2 e grau 3. Os valores de dimensão fractal e do número de bifurcações das redes vasculares das retinas (inteira e da região macular) não apresentaram diferenças estatísticas entre os grupos com retinopatia diabética de grau 2 sem e com risco de edema macular, bem como entre os grupos com retinopatia de grau 3 sem e com risco de edema. Conclusão: A dimensão fractal e o número de bifurcações não revelaram alterações significativas na arquitetura da rede vascular retiniana de pacientes portadores da retinpatia com risco de edema macular diabético.