Perfil de atuação e análise da exposição a riscos ocupacionais em médicos-veteterinários de Pernambuco, Brasil.
Riscos ocupacionais, saúde pública, zoonose ocupacional, notificação e acidentes.
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Acidentes de trabalho custaram mais de R$ 26 bilhões à Previdência Social entre 2012 e 2017, segundo dados do Ministério Público do Trabalho (2018), e esse valor foi gasto no pagamento de auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, pensão por morte e auxílio acidente. Com objetivo de conhecer o perfil dos profissionais médicos-veterinários de Pernambuco e sua exposição aos riscos ocupacionais, foi aplicado um questionário quantiqualitativo. Análise de Qui quadrado foi utilizada para os fatores de risco detectados. Participaram desta pesquisa, 244 médico-veterinários, sendo 175 mulheres (71,7%) e 69 (28,2%) homens. 54,9% (134/245) dos entrevistados tem menos de 5 anos de atuação, 28,1% (69/244) atuam entre 5 – 10 anos e 16,8% (41/244) atuam a mais de 10 anos em Pernambuco. Na região metropolitana do Recife, 35,5% das mulheres com menos de 5 anos de atuação já sofreram algum tipo de acidente ocupacional e estão mais expostas ao risco biológico. 54,9% dos indivíduos participantes da pesquisa, fazem check-ups em algum momento da vida e 71,3% já foram vacinados para raiva, destes, 13,2% (23/174) fazem titulação anual de anticorpos antirrábicos. Mais da metade dos participantes desta pesquisa, 58,18% (142/244) já sofreram acidentes de trabalho e 68,4% (167/244) conhecem algum colega de profissão que já sofreu algum tipo de acidente de trabalho. A zoonose ocupacional mais citada foi a “sarna” representando 43,0% das respostas, seguido de dermatofitose, representando 22%. A maioria, 78,2% (18/23), dos profissionais acometidos por zoonoses ocupacionais neste estudo, atuam na área de clínica médica e suas especialidades, se sobressaindo em todas as mesorregiões analisadas neste estudo. Quando questionados sobre a existência de um protocolo para notificação de acidentes em seu ambiente de trabalho, 87,7% (214/244) dos entrevistados afirmaram não ter. A maioria dos entrevistados não conhece a política nacional de saúde de trabalhador, representando 81,1% (198/244). E mais da metade, 79,0% (193/244) dos participantes desde estudo afirmaram não terem sido orientados a como proceder diante de um acidente de trabalho. A maioria, 81,1% (198/244), dos veterinários que participaram desta pesquisa, não sabe a quem ou onde notificar um acidente de trabalho e os que sabem representaram 18.9% (46/244) descrevendo a chefia imediata (17,4%) como órgão responsável por receber a notificação do acidente. Diante disso, são necessárias estratégias de prevenção voltadas à saúde dos médiccos-veterinários atuantes em Pernambuco, em especial para a mulher veterinária, envolvendo cursos de capacitação e formação em biossegurança no trabalho, bem como uso de ferramentas educativas com estímulo a adesão à titulação de anticorpos antirrábicos em profissionais veterinários atuantes em Pernambuco e a esclarecientos sobre a notificação de acidentes e trabalho como medida para diagnóstico situacional e de preveção de novo acidentes. |