Banca de DEFESA: YASMIM BARBOSA DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : YASMIM BARBOSA DOS SANTOS
DATA : 27/02/2023
HORA: 08:00
LOCAL: Recife - PE
TÍTULO:

ESTUDO DO EFEITO IMUNOMODULADOR DA MELATONINA SOBRE O TIMO E BAÇO NA PROLE DE RATAS EXPOSTAS AO CONSUMO CRÔNICO DE ÁLCOOL DURANTE A GESTAÇÃO E LACTAÇÃO


PALAVRAS-CHAVES:

apoptose, imunidade, rato, feto, pineal, estresse oxidativo, álcool.


PÁGINAS: 81
RESUMO:

O consumo de álcool durante a gravidez interfere no desenvolvimento do feto e resulta em uma série de efeitos adversos. Esse uso abusivo de álcool pode comprometer a resposta imune e causar alterações nos órgãos como o timo, baço, fígado e rins, já que um dos principais motivos para o dano induzido pelo álcool no desenvolvimento embrionário e fetal é o seu efeito pró-oxidante que leva ao aumento do estresse oxidativo. A melatonina, por seus papeis antioxidante, imunomoduladora e anti-inflamatória consegue proteger células, DNA e mitocôndria contra danos promovidos por EROs. Contudo, não é conhecido o papel desempenhando por esse hormônio durante a gestação e lactação. Dessa forma, esse trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos da melatonina exógena sobre o timo, baço, fígado e rins da prole cujo matrizes foram submetidas ao consumo crônico de álcool durante a gestação e lactação. Para isso foram utilizadas 30 ratas albinas (Rattus norvegicus albinus) procedentes do Biotério do DMFA (Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal), da UFRPE, a administração de 3 g/Kg álcool por via intragástrica e o tratamento com melatonina (0,8 mg/Kg) foram iniciados no primeiro dia da gestação até o final da lactação. Foram divididas para a formação dos seguintes grupos experimentais: Grupo controle - Filhotes de ratas que não receberam álcool durante a prenhez e lactação; Grupo álcool -Filhotes de ratas submetidas ao consumo crônico de álcool durante a gestação e lactação; Grupo álcool + mel - Filhotes de ratas submetidas ao consumo crônico de álcool e tratadas simultaneamente com melatonina durante a gestação e lactação. Os animais foram eutanasiados com 30 dias de vida, para coleta dos órgãos que foram fixados e passaram pelo processamento histológico de rotina e foram realizadas análises morfométricas, histopatológicas, imuno-histoquímica e índice organossomático. Nos resultados da histopatologia e morfometria foram constatados os efeitos benéficos no grupo álcool+mel, uma vez que o baço não apresentou redução da área da polpa branca e nem grande quantidade de células hematopoiéticas, no timo, esses mesmos animais também mantiveram o tamanho da área tímica, diferentemente do grupo álcool. Na imuno-histoquímica, os grupos álcool+mel e controle exibiram fraca marcação de IL-1β e um baixo índice apoptótico no timo e baço quando comparado com o grupo álcool, além de não alterar o índice organossomático para ambos os órgãos. No grupo álcool+mel, foi evitado no fígado, congestão nas veias porta e centrolobular e esteatose, além de não apresentar alterações nos tamanhos dos parênquimas hepáticos. Enquanto que nos rins a melatonina não alterou o tamanho dos glomérulos e manteve o espaço subcapsular, além de evitar a congestão na área cortical. Ademais, o grupo álcool+mel também não apresentou diminuição do peso e comprimento dos filhotes ao nascer, diferente do grupo álcool. Dessa forma, concluímos que a melatonina consegue atenuar danos por radicais livres nos órgãos como timo, baço, fígado e rins, modulando o índice apoptótico, peso corporal e dos órgãos, alterações histológicas e nível de citocinas pró-inflamatórias na prole de mães que consomem álcool durante a gestação e lactação


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - VALERIA WANDERLEY TEIXEIRA
Interno - ALVARO AGUIAR COELHO TEIXEIRA
Externa à Instituição - FERNANDA DAS CHAGAS ÂNGELO MENDES TENÓRIO - UFPE
Notícia cadastrada em: 30/01/2023 11:48
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