AVALIAÇÃO DO POTENCIAL BIOTECNOLÓGICO DO Aspergillus tamarii kita UCP1279 NA BIORREMEDIAÇÃO DE EFLUENTES TÊXTEIS
Biorremediação, corantes azo, Aspergillus tamarii kita, biomassa
A indústria têxtil é uma das maiores consumidoras de água, que por sua vez utiliza uma grande quantidade de corantes no processo de tingimento de tecidos, liberando assim, volumes massivos de efluentes contendo inúmeros sais, pigmentos, metais pesados, agentes tóxicos, além de substâncias coloridas que reduzem a transparência e a dispersão de oxigênio no sistema, prejudicando tanto a biota aquática quanto populações ribeirinhas. Devido à complexidade estrutural e molecular, os corantes azo são resistentes a diversos tratamentos físicos e químicos. Portanto, o desenvolvimento de métodos de controle eficientes e de baixo custo contra essa poluição é vital para proteger os ecossistemas e os recursos naturais. Nesse sentido, avanços recentes na ciência impulsionaram a biorremediação como uma alternativa potencial aos métodos convencionais de tratamento, em termos de custo-benefício e sustentabilidade. A aplicação de fungos filamentosos se destaca dentre os micro-organismos utilizados, pois seu mecanismo de biossorção não utiliza apenas biodegradação como método de remediação desses corantes. A biossorção como um processo de adsorção em materiais biológicos, incluindo vivos e mortos, é mais considerada recentemente para a remoção de poluentes. Sendo assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar o potencial biotecnonógico do fungo Aspergillus tamarii kita na biorremediação de corantes azo frequentemente usados no Polo de confecções do Agreste Pernambucano. A máxima descoloração (100%) do Direct Black 22 e do Marinho Direct 2R foi observada em um curto intervalo de tempo, enquanto a concentração de ambos os corantes permaneceu em 50mg/L. Em resumo, nosso estudo demonstrou que Aspergillus tamarii kita pode ser bem adequado para potenciais aplicações na biorremediação de efluentes têxteis.