Banca de DEFESA: MARIA CLAUDIA RIBEIRO AGRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA CLAUDIA RIBEIRO AGRA
DATA : 26/08/2022
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório Luís de Melo Amorim - Depto de Medicina Veterinária
TÍTULO:

ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DOS ÓBITOS SUSPEITOS POR ARBOVÍRUS URBANOS – DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA, NO ESTADO DE PERNAMBUCO, BRASIL


PALAVRAS-CHAVES:

Arbovírus, Aedes aegypti, Coinfecção, Óbitos

 

 

 

PÁGINAS: 98
RESUMO:

Esta tese teve como objetivo analisar os fatores de risco associados a frequência dos óbitos suspeitos por arboviroses urbanas - Dengue, Zika e Chikungunya, no estado de Pernambuco durante o período epidêmico e pós-epidêmico – 2015 a 2018. Foi realizado um estudo epidemiológico, transversal e descritivo, dos óbitos confirmados pelo comitê estadual de discussão de óbitos por Arboviroses nas 12 regiões de desenvolvimento do Estado de Pernambuco. Os dados (casos e óbitos por região; faixa etária, sexo, período de evolução clínica; presença de comorbidades; sintomas antes do óbito, itinerário terapêutico. diagnóstico e monitoramento entomológico) foram coletados de forma secundária no banco de dados do setor de epidemiologia da Gerência das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco. No período, Pernambuco apresentou a frequência de 239.956 casos de Arboviroses, sendo 183.078 casos de dengue, 56.769 de chikungunya e 109 de zika. 726 óbitos foram notificados e 225 confirmados, sendo 88 (39,1%) por dengue; 126 (56,0%) por chikungunya, 11 (4,9%) com coinfecção por dengue e chikungunya, não havendo confirmação de óbitos por zika. Os óbitos ocorreram em 10 das 12 regiões de desenvolvimento, não havendo confirmação no Sertão do Araripe e Sertão do São Francisco. A Região Metropolitana apresentou a maior ocorrência com 145 óbitos (64,5%) e a maior letalidade (0,13%). A região da Mata Norte apresentou o maior coeficiente geral de mortalidade (3,96/100 mil habitantes). Os óbitos por coinfecção se distribuíram na Região Metropolitana (N: 09/ 82,0%); na Região do Agreste Setentrional (N: 01/ 9%) e no Agreste Central (N: 01/ 9,0%) e 121 (53,8%) dos pacientes que foram a óbitos eram do sexo masculino e 104 (46,2%) do sexo feminino. 34,0% (N: 76) estavam na faixa etária de 60 a 79 anos. 74,0% (N: 166) apresentavam algum tipo de comorbidade, sendo a hipertensão arterial a mais frequente (N: 48 / 29,0%). O período de evolução clínica da doença a ocorrência do óbito, variou de 0 – 168 dias, com média de 34,7 dias, em relação ao total de óbitos (N: 225). Os óbitos confirmados por dengue tiveram uma evolução clínica de 0 - 48 dias, com média de 12,3 dias; por chikungunya de 0 – 168 dias, com média de 34,5 dias e por coinfecção de 0 – 34 dias, com média de 15,2 dias. Entre os sintomas apresentados pelos pacientes durante a evolução clínica antes da ocorrência do óbito, a febre foi a mais frequente, notificada em 86,2% (N: 194), seguida de mialgia (N: 137/ 60,8%) e artralgia (N: 133/ 59,1%). Os sintomas hemorrágicos foram notificados em 32,8% (N: 74) sendo relatados em 47,2% (N: 42) dos óbitos por dengue; 23,8% (N: 30) dos óbitos por chikungunya e 18,1% (N: 02) dos óbitos por coinfecção. Os sintomas neurológicos foram notificados em 44,4% (N: 100) dos óbitos confirmados,  distribuídos em 34,0 % (N: 30) dos óbitos de dengue; 50,7% (N: 64) dos óbitos de chikungunya e 54,5% (N: 06) dos óbitos confirmados com coinfecção. Em relação ao itinerário terapêutico percorrido pelos pacientes durante a evolução clínica das doenças, 23,6% (N: 53) foram assistidos apenas com 01 atendimento hospitalar antes da ocorrência do óbito, 2,6% (N: 06) foram assistidos em algum momento pela Atenção Primária, 35,5% foram internados e 2,2% (N: 05) dos óbitos ocorreram em domicílio. 47,0% (N: 106) do total de óbitos foram notificados exclusivamente por meio do Serviço de Verificação de Óbito (SVO), 7,7% (N: 17) foram notificados pela Unidade de Ocorrência do Óbito (UOO) e pelo SVO; 36,0% (N:81) exclusivamente pela Unidade de Ocorrência do Óbito e 9,5% (N: 21) pelas Vigilâncias em Saúde dos municípios. Verificou-se que 82,2% (N: 185) dos óbitos tinham diagnóstico laboratorial,  e que 56,75% (105) foram solicitados pelo SVO e a imuno-histoquímica foi o método de avaliação com resultado reagente para as arboviroses mais frequente (N: 55 /29,7 %). Nos anos de 2015 e 2016 foram isolados os sorotipos da dengue: DENV- 1 e DENV- 3, em 2017 foi isolado o DENV-2 não havendo registo de isolamento em 2018. O monitoramento entomológico não revelou nenhuma correlação entre o índice de infestação predial do Aedes aegypti e a ocorrência das arboviroses, não rejeitando-se a hipótese nula. Os dados permitem concluir que a compreensão do perfil epidemiológico da ocorrência de óbitos em epidemias com circulação simultânea de arbovírus é de grande relevância para a qualificação dos serviços de saúde, tanto na assistência a pacientes acometidos como nas ações de prevenção e controle vetorial.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1538630 - DANIEL FRIGUGLIETTI BRANDESPIM
Interna - 1680404 - GILCIA APARECIDA DE CARVALHO
Interno - 1652122 - JOSE WILTON PINHEIRO JUNIOR
Interno - 2292423 - RAFAEL ANTONIO DO NASCIMENTO RAMOS
Externa ao Programa - 1647041 - RITA DE CASSIA CARVALHO MAIA - UFRPEExterno ao Programa - 385025 - ADERALDO ALEXANDRINO DE FREITAS - UFRPEExterna à Instituição - ALBANITA GOMES DA COSTA DE CEBALLOS - UFPE
Notícia cadastrada em: 25/08/2022 15:09
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