Ocorrência de anticorpos (IgG) anti-Toxoplasma gondii e DNA de protozoários da família Sarcocystidae em aves e mamíferos silvestres dos estados de Pernambuco e Rio Grande do Norte
Protozoários; Isospora spp; Sarcocystis spp.; Animais selvagens; Caatinga; Mata Atlântica
Objetivou-se avaliar a ocorrência de anticorpos IgG anti-Toxoplasma gondii e o DNA de protozoários da família Sarcoscystidae em aves e mamíferos silvestres do bioma Caatinga e do Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (CETRAS-Tangara) na Mata Atlântica. No primeiro estudo realizou-se a pesquisa de anticorpos anti T. gondii e DNA de protozoários da família Sarcocystidae em 55 animais de vida livre do bioma Caatinga por meio da técnica de MAT e nested PCR seguida do sequenciamento, respectivamente em 55 amostras de mamíferos de três espécies silvestres. No segundo estudo realizou-se a pesquisa do DNA de protozoários da família Sarcocystidae em 96 aves de cativeiro do CETRAS-Tangara e aves de vida livre do bioma Caatinga, totalizando 96 animais de 41 espécies. No terceiro estudo realizou-se a pesquisa de DNA da família Sarcocystidae em 79 mamíferos de cinco espécies do bioma Caatinga e do CETRAS-Tangara. Para identificar os protozoários da família Sarcocystidae nos três estudos empregou-se a nested PCR para o gene 18s rDNA seguido do sequenciamento genético. No primeiro estudo, detectou-se anticorpos em 7/29 (24,13%) tatus-peba, 6/16 (37,5%) catetos e ausência de anticorpos nas cutias 0/10 e o DNA de Toxoplasma gondii em 6/19 (31,57%) dos tatus-peba e nenhum cateto foi positivo. No segundo estudo, 25% (24/96) das amostras das aves foram positivas para os protozoários: Isospora spp., Sarcocystis spp. e Toxoplasma gondii em oito espécies de aves (Amazona aestiva, Coereba flaveola, Egretta thula, Paroaria dominicana, Sporophila nigricollis, Cariama cristata, Columbina talpacoti, Crypturellus parvirostris). No terceiro estudo, 25,31% (20/79) das amostras de nove espécies de mamíferos (Conepatus semistriatus, Didelphis albiventris, Tamandua tetradactyla, Bradypus variegatus, Sapajus libidinosus, Thrichomys laurentius, Monodelphis domestica, Galea spix e Callithrix jaccus) foram positivas para T. gondii. A ocorrência de anticorpos e DNA da família Sarcocystidae nas aves e mamíferos silvestres do bioma Caatinga e do CETRAS-Tangara, demonstra a participação destas espécies no ciclo silvestre dos protozoários identificados e a necessidade de intensificar as pesquisas nessa área para a conservação de animais silvestres nos biomas Caatinga e Mata Atlântica.