Banca de DEFESA: MARIA VANESSA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA VANESSA DA SILVA
DATA : 25/02/2022
HORA: 09:00
LOCAL: Recife - PE
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DA MELATONINA SOBRE ASPECTOS REPRODUTIVOS DE RATAS WISTAR SUBMETIDAS AO CONSUMO CRÔNICO DE ÁLCOOL”


PALAVRAS-CHAVES:

Pineal; desenvolvimento placentário; ratas; álcool; antioxidante; estresse oxidativo.


PÁGINAS: 70
RESUMO:

O consumo crônico de álcool é um fator de risco para a saúde materna e fetal durante a gestação. Dados indicam prevalência de índices de 9,8% na população mundial. A partir dessa perspectiva esse fato pode levar a síndrome do alcoolismo fetal e no aumento da produção de espécies reativas de oxigênio levando a desordens fetais. Por outro lado, a placenta produz uma variedade de citocinas que quando reguladas são essenciais para uma gravidez saudável. Porém, quando desregulada, podem interromper as vias de desenvolvimento fetal e placentária, ocasionando deformidades congênitas e complicações. Atualmente tem-se verificado o efeito protetor da melatonina contra os malefícios ocasionados pelas espécies reativas de oxigênio e sua ação sobre as citocinas inflamatórias. Assim, esta pesquisa teve por objetivo analisar os efeitos da administração exógena da melatonina durante a gestação sobre os aspectos histomorfométricos e imunohistoquímicos em placentas de ratas submetidas ao consumo crônico de álcool. Utilizou-se 30 ratas albinas divididas em 3 grupos: Controle – 10 ratas prenhes que não receberam álcool; Álcool – 10 ratas prenhes submetidas ao consumo crônico de álcool; Álcool + Mel - 10 ratas prenhes submetidas ao consumo de álcool associado a melatonina. O álcool foi administrado na dose de 3g/kg por gavagem, enquanto a melatonina foi aplicada a noite na dose de 0,8mg/kg por via intraperitoneal. As placentas foram pesadas e analisadas histopatologicamente, morfometricamente e imunohistoquimicamente. Foi observada uma redução significativa no peso placentário no grupo Álcool, enquanto, no grupo Álcool + Mel as médias se igualaram ao Controle. As análises histopatológicas exibiram uma desorganização na zona do labirinto, ao mesmo tempo que a morfometria indicou redução nos vasos maternos e fetais no grupo Álcool. Nos animais dos grupos Controle e Álcool + Mel não se observou alterações histológicas ou morfométricas significativas. As análises imunohistoquímicas revelaram forte marcação para os fatores TNF α e VEGF nas placentas das fêmeas do grupo álcool, quando comparado às placentas das fêmeas dos grupos controle e álcool + mel, o que foi confirmado pela quantificação desses fatores. Com relação à marcação pelo PCNA, para proliferação celular, as fêmeas do grupo controle e do grupo álcool + mel apresentaram os maiores percentuais de células positivas, diferindo significativamente das placentas das fêmeas do grupo álcool, que apresentou o menor percentual. Assim, conclui-se que a melatonina apresenta um potencial de ação protetora sobre os danos oxidativo do etanol em placenta.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2308550 - VALERIA WANDERLEY TEIXEIRA
Interno - 384942 - ALVARO AGUIAR COELHO TEIXEIRA
Externa à Instituição - ISMAELA MARIA FERREIRA DE MELO
Notícia cadastrada em: 23/02/2022 15:00
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