Desenvolvimento e caracterização de nanopartículas contendo compostos de vanádio nanoencapsulados para o tratamento de retinopatia diabética no Estado de Pernambuco
Diabetes, zebrafish, policaprolactona, metformina, metavanadato de sódio
Este trabalho propôs o desenvolvimento de nanopartículas de policaprolactona (PCL) e poloxâmero 188 contendo uma associação de metformina e metavanadato de sódio nanoencapsulados como uma alternativa para o tratamento de modelo de zebrafish (Danio rerio) com com condições semelhantes à diabetes, utilizando uma incubadora com fotoperíodo e temperatura controlados para desenvolver os animais. A incubadora foi desenvolvida e constatou-se que os estágios de desenvolvimento embrionário do zebrafish não foram afetados, indicando a possibilidade para testes toxicológicos com o modelo. As nanopartículas foram produzidas utilizando uma fase orgânica, contendo o polímero e solventes, e uma fase aquosa, contendo o surfactante e fármacos antidiabéticos, na proporção de 1:2, sob agitação magnética. As formulações apresentaram tamanho médio que variaram entre ≈ 200 nm, índice de polidispersão de ≈ 0,1 e potencial zeta > -10 mV. Para avaliação toxicológica, embriões de zebrafish foram expostos a diferentes concentrações (1, 5 e 10 mL) das nanopartículas de PCL e poloxâmero 188 contendo metformina e metavanadato nanoencapsulados e avaliados quanto aos efeitos subletais e letais. Os efeitos subletais típicos observados (p < 0,05) foram edema de pericárdio e saco vitelínico e deformação de coluna e os efeitos letais foram atribuídos a coagulação e ausência de batimentos cardíacos, na concentração de 1 mL não foi observado subletalidade ou letalidade (p > 0,05). Após determinação de uma concentração segura, embriões, eleuthero-embriões e larvas de zebrafish foram expostos a D-glicose a fim de simular as condições de indução à diabetes e tratados com as nanopartículas de PCL. As nanopartículas foram produzidas através da técnica de deposição de polímero pré-formado e suas características físico-químicas foram analisadas quanto às concentrações dos compostos químicos utilizados. Já os embriões, eleuthero-embriões e larvas de zebrafish foram avaliados quanto aos efeitos subletais, letais e resposta optomotora. Quanto as características físico-químicas das nanopartículas, o tamanho médio (p < 0,05) foi influenciado pelas concentrações de PCL, metformina e metavanadato de sódio, já o PDI (p < 0,05) foi influenciado pelas concentrações de PCL e metformina. Quanto aos embriões e eleuthero-embriões de zebrafish, nos grupos expostos sem a adição de glicose não foram observados
nenhuma subletalidade ou letalidade. Nos grupos expostos com adição de glicose, os efeitos subletais observados (p < 0,05) foram retardo de crescimento geral em 1 dia pós-fertilização (embrião) e edema de pericárdio em 3 dia pós-fertilização (eleuthero-embrião). No grupo tratado com as nanopartículas de PCL e poloxâmero 188 com associação de metformina e metavanadato de sódio nanoencapsulados não foi observado a subletalidade edema de pericárdio (p > 0,05) indicando um caráter protetivo das nanopartículas contendo os fármacos antidiabéticos, podendo fornecer uma alternativa terapêutica para o tratamento à diabetes.