AÇÃO DA MELATONINA SOBRE O FÍGADO DE RATAS SUBMETIDAS AO INSETICIDA BIFENTRINA
Hepatotoxicidade; Piretroides; Antioxidantes; Imunohistoquímica; Bioquímica; Agrotóxicos;
Os piretroides destaca-se como líder no uso de agrotóxicos, amplamente aplicados na agricultura e em produtos inseticidas domésticos e saneantes. Entre esses compostos, a bifentrina tem ganhado crescente difusão e espaço no mercado, sendo associada a potenciais efeitos tóxicos em organismos não-alvo, especialmente no fígado, principal órgão de biotransformação de xenobióticos. Frente aos riscos associados à exposição prolongada, estratégias antioxidantes têm se mostrado relevantes na mitigação desses danos. A melatonina, com reconhecida ação hepatoprotetora, surge como alternativa promissora. Nesse contexto, esta pesquisa tem como objetivo avaliar os efeitos tóxicos hepáticos da bifentrina e investigar o potencial efeito protetor da melatonina em modelo experimental com ratas. Foram utilizadas 30 ratas fêmeas da linhagem Wistar com 60 dias de idade, distribuídas nos seguintes grupos experimentais: Controle; BIF3mg/kg, BIF6mg/kg; BIF3mg/kg+Mel10mg/kg e BIF6mg/kg+Mel10mg/kg. A bifentrina foi administrada por gavagem e a melatonina por via intraperitoneal, ambas por 25 dias consecutivos. Ao final, foram realizadas análises histopatológicas, histoquímicas, morfométricas, imunohistoquímicas bioquímicas para marcadores de lesão hepática e avaliação do índice orgonossomático. A análise estatística dos dados revelou que a exposição à bifentrina promoveu alterações histopatológicas hepáticas, incluindo balonismo hepatocelular, congestão das veias centrolobulares, esteatose microgoticular, inflamação lobular, infiltrado leucocitário e desorganização dos cordões de hepatócitos em torno das veias centrolobulares, com maior severidade na dose de 6 mg/kg. A morfometria indicou aumento do parênquima lobular e redução do não lobular nos grupos expostos, efeito atenuado pela melatonina. A análise histoquímica revelou aumento na deposição de colágeno nos fígados desses animais, enquanto houve redução do índice organossomático do fígado nos grupos BIF3 mg/kg e BIF6 mg/kg. As análises bioquímicas evidenciaram aumento significativo de LDL, colesterol, fosfatase alcalina, ALT e AST, além de redução do HDL nesses grupos, sendo que o tratamento com melatonina nos grupos BIF3 mg+MEL10mg/kg e BIF6mg+MEL10mg/kg normalizou esses parâmetros em relação ao grupo Controle. As análises imunohistoquímicas ainda estão em andamento, e os resultados serão incluídos na versão final da pesquisa.