Banca de QUALIFICAÇÃO: VALDIR VIEIRA DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VALDIR VIEIRA DA SILVA
DATA : 27/01/2025
HORA: 13:00
LOCAL: remota
TÍTULO:

Distribuição espacial, espaço-temporal e tendência temporal para Anemia Infecciosa Equina, Mormo e Raiva em equinos no Brasil 


PALAVRAS-CHAVES:

Doenças infecciosas; Análise geográfica; Aglomerados espaço-temporais; Zoonose; Vigilância epidemiológica. 

 


PÁGINAS: 150
RESUMO:

A equideocultura no Brasil é um setor de grande relevância econômica e social, movimentando cerca de 16 bilhões por ano e gerando aproximadamente 3 milhões de empregos. No entanto, doenças infectocontagiosas como a Anemia Infecciosa Equina (AIE), Mormo e Raiva causam prejuízos à cadeia produtiva, além do potencial zoonótico. Para o enfrentamento dos desafios impostos por essas enfermidades, foi instituído o Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos (PNSE) e o Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH) visando garantir a sanidade animal no país. Neste cenário, a delimitação de áreas de alto risco de transmissão é essencial para o monitoramento da efetividade dos programas e para o direcionamento de recursos. Neste contexto, este estudo teve como objetivo mapear e identificar áreas de alto risco para Anemia Infecciosa Equina, Mormo e Raiva em equino no Brasil, por meio de análise espacial, espaço-temporal e tendência temporal entre 2006 e 2023, utilizando dados do Sistema de Informação de Saúde Animal (SIZ). Para a AIE, foram notificados 111.826 casos, com maior prevalência nas regiões Nordeste (39,75%), Centro-Oeste (27,56%) e Norte (20,95%). O estado de MT registrou o maior número de casos (17,02%), enquanto o CE apresentou o maior risco de incidência (8.287,84/100.000 equinos). Clusters de alto risco foram identificados no AP, PA, MA, RR, TO, PI, AM, CE, MT, RO, RN e PE. Apesar da redução geral na taxa de infecção pelo vírus da AIE no Brasil (AAPC: -8,4; IC: -11,2 a -5,4), a região Sul apresentou tendência crescente (AAPC: 6,5; IC: 2,9 a 10,3). Em relação ao Mormo, foram registrados 2.654 casos, com predominância no Nordeste (52,19%), onde PE apresentou o maior risco de incidência (342,58/100.000). Clusters primários foram identificados nos estados do RN, PB, PE, AL, CE e PI, enquanto clusters secundários foram observados no AM, SC e RS MT, RJ, SP e DF. A análise temporal indicou estabilidade geral no Brasil, mas crescimento nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste. Para a Raiva, foram registrados 2.170 casos, a região Sudeste registrou a maior quantidade (41,66% dos casos), seguido pelo Centro-Oeste (24,47%) e Sul (14,01%). O risco de incidência foi mais elevado no Sudeste (45,73/100.000 equinos), com destaque para SP (69,97/100.000 equinos), e ES (124,68/100.000 equinos). A análise de varredura espaço-temporal identificou clusters de alto risco em SP, MT, ES, RJ e AM. As tendências temporais de incidência mostraram uma diminuição no Brasil (APC:-3,9%; IC: -6,2 a -1,5), com a maior redução observada no Centro-Oeste (APC:-8,4%; IC: -14,3 a 2,2). Os resultados destacam a importância de análises espaciais, espaço-temporais e de tendências temporais no monitoramento de doenças infectocontagiosas, permitindo a identificação de áreas prioritárias e embasando ações preventivas e de controle, como regulamentações sanitárias, vigilância integrada, controle do trânsito de equinos e investimentos em diagnóstico precoce e educação em saúde. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - RINALDO APARECIDO MOTA
Externa à Instituição - KARLA PATRICIA CHAVES DA SILVA
Externa à Instituição - POLLYANNE RAYSA FERNANDES DE OLIVEIRA
Notícia cadastrada em: 20/01/2025 11:28
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