ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS E CLÍNICOS DE CÃES COM INFECÇÃO NATURAL POR Dirofilaria immitis PROCEDENTES DO ESTADO DE PERNAMBUCO, BRASIL
Dirofilaria immitis, diagnóstico, epidemiologia, tratamento
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A dirofilariose canina é uma doença cosmopolita, endêmica no Brasil e relatada em áreas litorâneas e peninsulares do estado de Pernambuco. É uma doença de comportamento clínico que pode variar desde animais assintomático, até animais com sintomatologia grave. Por estar inclusa no grupo das doenças transmitidas por vetores e ter uma distribuição principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, é comum que haja coinfecções com outras doenças vetoriais, a exemplo da Leishmaniose Canina. Em decorrência de estudos pontuais acerca da doença no estado de Pernambuco, objetivou-se com este trabalho avaliar os aspectos clínicos e epidemiológicos de cães com infecção natural por Dirofilaria immitis procedentes do estado de Pernambuco. Foi realizada avaliação sorológica por imunocromatografia em 89 cães domésticos proveninetes de seis bairros do município da Ilha de Itamaracá Pernambuco Brasil e foi observado uma frequência de antígenos filariais de D. immitis foram detectados em 19,1% (17/89). conclui-se que a persistência da dirofilariose canina concentra-se em áreas próximas às periferias, com alta densidade populacional humana e com donos de cães. Também foi realizada avaliação da frequência e relação sintomatológica em cães naturalmente infectados por D. Immitis e Leishmania infantum atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Foi observado uma frequência de 12,9% de coinfecção Dirofilariose/Leishmaniose em 89 animais avaliados e que estes animais, uma vez em coinfecção, apresentam mais sintomatologia inflamatória crônica. Por fim, foi realizada avaliação do Perfil Clínico de cães naturalmente infectados por D.immitis atendidos em um ambulatório de referência para dirofilariose canina. 89 animais foram avaliados entre os anos de 2021 a 2023 e observou-se que perfil é composto por animais sem raça definida, mas também de animais com raça; que apresentam sinais clínicos característicos da doença, mas também sinais clínicos nunca antes relatados; que os achados hematológicos podem ser condizentes com a infecção, mas também com possíveis coinfecções e que os achados ecocardiográficos podem evidenciar comorbidades associadas e que os casos são oriundos de áreas endêmicas e não endêmicas.
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