ANÁLISE DA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS CUTÂNEAS EM RATOS DIABÉTICOS TRATADOS COM CELULOSE BACTERIANA ASSOCIADO OU NÃO A MELATONINA
Biopolímeros; Exopolissacarideos; Cicatrização de Feridas; Melatonina; Rato
Introdução: As feridas cutâneas são de difícil cicatrização em pessoas com diabetes, pois há um grande comprometimento vascular e tecidual. Muitas alternativas surgem, visando diminuir o tempo e a eficácia da cicatrização, de maneira menos dispendiosa e mais eficaz. Os curativos de celulose bacteriana, adicionada ou não de outra molécula, surgem como uma escolha. A melatonina é um hormônio com efeitos também comprovados na cicatrização. Objetivo: Descrever os efeitos da melatonina associada a celulose bacteriana sobre a cicatrização de feridas cutâneas em ratos diabéticos. Métodos: Ratos Wistar foram usados e, após a indução das feridas, foram divididos aleatoriamente em quatro grupos. GC – Ratos não diabéticos com lesões cutâneas; GDCC - Ratos diabéticos com lesões cutâneas e tratados com cicatrizante comercial; GDCB - Ratos diabéticos com lesões cutâneas e tratados com Celulose Bacteriana; GDMCB - Ratos diabéticos com lesões cutâneas e tratados com Melatonina e Celulose Bacteriana. Os animais foram acompanhados durante 3, 7 e 14 dias experimentais. Foram avaliados: Os níveis glicêmicos, realizada análises histopatológicas e histoquímica, e quantificados a taxa de cicatrização, análise morfométrica, proteína c reativa, Imuno-histoquímica (IL-6, TNF-α, VEGF e PCNA) e colágeno I e III. Resultados: Os animais dos grupos GDCB e GDMCB obtiveram melhor cicatrização das feridas do que os animais dos grupos GC e GSCC de acordo com os métodos avaliados. Conclusão: Os curativos a base de celulose bacteriana associada a melatonina apresentaram resultados benéficos na cicatrização de feridas induzidas experimentalmente em ratos, favorecendo o processo de cicatrização, diminuindo o tempo da cicatrização, aumentando a produção de colágeno e regulando as citocinas inflamatórias.